Estudo aponta que EUA são deficientes contra insurgentes

Relatório afirma que ocupação american é "improdutiva" e deveria focar necessidades de civis nos países

Agências internacionais,

12 de fevereiro de 2008 | 08h35

O Exército dos Estados Unidos tem sérias deficiências em encontrar "a ameaça da insurgência islâmica", segundo um estudo divulgado por uma Comissão do Pentágono na segunda-feira, 11. De acordo com a CNN, o documento caracteriza "a intervenção militar americana e a ocupação no mundo islâmico" como "realmente inadequada, improdutiva e impraticável".   O Pentágono pediu para que a organização revisasse as estratégias para combater os insurgentes. Ela apontou que os EUA deveriam focar em prioridades como reforçar o governo civil e construir "forças de segurança locais", como alguns dos passos para suprir as necessidades no Iraque e no Afeganistão.   "O extremismo violento no mundo islâmico é a ameaça nacional mais grave que os EUA enfrentam", disse David C. Gompert, autor do documento. "Isso porque essa ameaça é persistente e pode crescer, por isso é importante entender que os EUA não são empregam métodos adequados contra o desafio."   O balanço do Pentágono analisa principalmente a situação após o envio de mais 30 mil soldados para o Iraque em 2007. Apoiadores da guerra afirmam que o aumento de militares é o responsável na queda dos índices de violência no país. Porém, "pode ser um profundo risco concluir a partir do aumento das tropas que os EUA precisam de mais soldados para lutar contra a insurgência", afirma o relatório.  "Basta analisar a precária situação em que se encontra o Paquistão para perceber as limitações da força militar americana e o perigo de confiar demais nela" .   O estudo aponta ainda que as intervenções de militares americanos pode ser arriscadas assim como caras por conta da resistência dos jihadistas, "infectados pelo extremismo religioso"; que policiais responsáveis pela segurança não devem ser treinados por soldados americanos, mas sim por treinadores profissionais da polícia; que slogans "pró-América" devem ser substituídos por argumentos "em favor do fortalecimento do governo local" e enfatizados pela falha dos insurgentes em suprir necessidades da sociedade; que organizações internacionais, como a Otan, a União Européia e as Nações Unidas deveriam ajudar os EUA construindo áreas para educação, saúde e o sistemas judiciário, treinando policiais e forças militares com deveres civis, como o policiamento.

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