EUA aceleram envio de mísseis e drones ao Iraque por violência no país

Os Estados Unidos entregaram dezenas de mísseis terra-ar Hellfire para o Iraque nas últimas semanas e planejam efetuar embarques de drones Scan Eagle no ano que vem, em meio a um aumento da violência no país, disseram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira, um dia depois de pelo menos 34 pessoas terem sido mortas em Bagdá em atentados com bombas por ocasião do Natal.

Reuters

26 de dezembro de 2013 | 21h05

Militantes ligados à rede Al Qaeda intensificaram os ataques contra o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, liderado por muçulmanos xiitas, e qualquer pessoa vista como aliada dele. A ONU estima que mais de 8.000 pessoas tenham sido mortas este ano no Iraque.

Um alto funcionário dos EUA disse que cerca de 75 mísseis Hellfire foram entregues ao Iraque na semana passada, e um carregamento de dez drones de vigilância Scan Eagles (não tripulados) está previsto para o ano que vem.

Os EUA já haviam dito que o primeiro de 18 jatos de combate F-16 prometidos ao Iraque será entregue no segundo semestre de 2014, e todo o lote será embarcado num prazo de dois anos.

"O recente fornecimento de mísseis Hellfire e uma entrega futura de Scan Eagles são procedimentos padrão (vendas militares para o exterior) que temos com o Iraque para fortalecer suas capacidades de combater essa ameaça", disse uma autoridade do Departamento de Estado.

"Nós continuamos comprometidos a apoiar o governo do Iraque no atendimento a suas necessidades de defesa em face desses desafios", acrescentou.

O Iraque está enfrentando sua pior onda de violência em anos, revivendo a sangrenta luta sectária entre muçulmanos xiitas e sunitas que resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas em 2006-07.

Maliki pressionou autoridades dos EUA durante uma visita a Washington no mês passado para que fornecessem às forças iraquianas mais equipamentos que lhes permitam conduzir operações contra militantes acampados em áreas remotas.

O governo norte-americano vem se mantendo inflexível em sua decisão de não enviar novamente tropas para o Iraque, mas tem dito que continuará a ajudar no treinamento das forças iraquianas.

Os últimos soldados dos EUA deixaram o Iraque no final de 2011, depois de oito anos de guerra.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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