EUA acusam diplomata venezuelano de ligação com Hezbollah

Diretor de embaixada no Líbano é acusado de trabalhar para o grupo considerado terrorista por Washington

Efe,

18 de junho de 2008 | 19h09

Os Estados Unidos acusaram nesta quarta-feira, 18, o diplomata venezuelano Ghazi Nasr al-Din de trabalhar para o Hezbollah, e o governo de Caracas de "dar abrigo" a integrantes do grupo libanês. Din, que já foi o encarregado de negócios diplomáticos da Venezuela em Damasco, na Síria, trabalha como diretor de assuntos políticos da embaixada venezuelana no Líbano, informou o Escritório de Controle de Bens Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro americano.   O escritório colocou Ghazi Nasr al-Din na lista de pessoas vinculadas com o terrorismo e congelou qualquer bem que o venezuelano possuísse nos Estados Unidos. A mesma medida foi tomada contra Fawzi Kan'an, outro homem "com base na Venezuela" que facilitou a viagem de membros do Hezbollah ao país e arrecadou dinheiro para o grupo, de acordo com Washington.   "É extremamente preocupante ver que o Governo da Venezuela emprega e dá refúgio seguro a pessoas que ajudam e arrecadam fundos para o Hezbollah", disse em comunicado Adam Szubin, diretor do Ofac.   Nasr al-Din assessorou doadores do Hezbollah e lhes deu contas bancárias para enviar o dinheiro, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, que também acusa o diplomata de facilitar as viagens de integrantes do grupo.   O comunicado alega que, em 2005, Din organizou a viagem de membros do Hezboolah ao Irã, onde receberam treinamento. Acrescenta ainda que em janeiro do ano seguinte, o venezuelano coordenou a visita a Caracas de dois representantes do grupo que eram parlamentares do Líbano, que arrecadaram fundos na Venezuela e anunciaram a abertura de um centro comunitário e um escritório do Hezbollah no país.   Além disso, os Estados Unidos incluíram em sua lista "negra" duas agências de viagens de Kan'an. Washington acusa Kan'an de ter se reunido com dirigentes do Hezbollah no Líbano para falar de possíveis seqüestros e atentados, e de ter recebido formação no Irã junto com outros membros do grupo.

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