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EUA adaptam tática da Guerra Fria na luta contra o terror

Oficiais americanos acreditam que podem desencorajar militantes em sua guerra santa global

The New York Times,

18 de março de 2008 | 09h43

Nos dias imediatamente após os ataque de 11 de setembro de 2001, membros do gabinete de guerra do presidente George W. Bush declararam que seria impossível deter extremistas de promover mais ataques terroristas mortíferos sem o uso de armas biológicas, químicas ou nucleares.  Desde então, entretanto, a administração, o Exército e oficiais da inteligência comprometidos em conter o terror começaram a mudar a sua visão. Depois de reunir um retrato mais repleto de nuances das organizações terroristas, eles afirmam que a razão para acreditar que a combinação de esforços poderia de fato ser algo parecido com uma postura de dissuasão, a estratégia que ajudou a proteger os Estados Unidos de um ataque nuclear soviético durante a Guerra Fria. Entrevistas com dezenas de oficiais envolvidos nos esforços forneceram os esboços de missões não reportadas para calar as mensagens da Al-Qaeda, transformando o movimento religioso em sua própria fraqueza contra eles mesmos e ressaltar os erros da organização sempre que possível. Um foco preliminar foi o ciberespaço, que é mais seguro para as redes terroristas. Para conter os esforços dos grupos em planejar ataques, levantar fundos e recrutar novos membros pela internet, o governo elaborou uma campanha secreta para plantar e-mails fictícios e textos em sites, com a intenção de disseminar a confusão, a discórdia e a desconfiança entre as organizações militantes, oficiais confirmaram. Ao mesmo tempo, diplomatas americanos trabalham silenciosamente por trás dos cenários no Oriente Médios com parceiros, para amplificar os discursos e comunicados de clérigos islâmicos proeminentes que renunciaram ao terrorismo. Numa escala local, as autoridades estão experimentando novos caminhos de impedir potenciais terroristas. Na cidade de Nova York, cerca de 100 policiais em pequenas patrulhas vigiam duas vezes por dia, em horários e locais aleatórios, como a Times Square ou o distrito financeiro, para treinar suas respostas aos ataques terroristas. Eles acreditam que as operações são cruciais taticamente para que extremistas pensem que a presença policial pode se materializar em qualquer hora e em qualquer lugar. "O que estamos desenvolvendo desde o 11 de setembro, em seis ou sete anos, é uma melhor compreensão do suporte necessário às organizações terroristas, e da rede que fornece apoio", disse Michael E. Leiter, diretor no Centro Nacional Antiterror. "Nós começamos a desenvolver idéias mais sofisticadas sobre o retrocesso de cada um em sua individualidade", disse Leiter. "Terroristas não operam no vácuo". Oficiais do governo admitiram que esses esforços seriam uma segunda opção por uma solução. Eles preferiram combater a ameaça através da captura ou da morte de extremistas, e a nova ênfase no dissuasão se transformou em algo como dar um novo rótulo para novas ferramentas. "Esta é uma questão chave que ninguém pode responder: quantos distúrbios serão precisos para que usemos o efeito da dissuasão?", disse Michael Levi, pesquisador do Conselho de Relações Exteriores e autor do estudo, "On Nuclear Terrorism" ("Sobre o Terrorismo Nuclear").

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