EUA admitem ter matado 8 civis no Iraque

Entre os mortos estão duas crianças

EFE

23 de maio de 2008 | 05h37

O Exército dos Estados Unidos reconheceu que seus soldados mataram oito pessoas, entre elas duas crianças, na província de Salah ad-Din (norte do Iraque), mas acusou as vítimas de ser insurgentes que utilizavam os menores para encobrir suas "operações terroristas". Oito civis foram mortos na quinta-feira num ataque lançado por um helicóptero americano contra um veículo que circulava no povoado de Al Mazraa, disseram à Agência Efe fontes policiais iraquianas. Segundo um comunicado divulgado pelo comando militar dos EUA, "os passageiros do carro resistiram no momento de deixar o veículo com as mãos para cima e mostraram uma atitude agressiva em direção às forças da coalizão, que se viram forçadas a enfrentá-los e os mataram". A nota expressa que as forças da coalizão lamentam qualquer vítima civil e culpa os insurgentes por "expor a vida de civis utilizando crianças como escudo para suas operações terroristas". Fontes policiais iraquianas informaram a morte dos oito civis em Al Mazraa, nas proximidades de Beiji, a 180 quilômetros de Bagdá. O coronel Mudhir al-Qaysi, chefe da Polícia de Beiji, assegurou que o helicóptero dos EUA foi o responsável por matar estas pessoas, sete delas da mesma família. Qaysi acrescentou que as vítimas estavam deixando o povoado quando o helicóptero as atacou, após ter recebido ordens de uma patrulha em terra que suspeitava dos ocupantes do carro. O coronel explicou que as vítimas pertenciam à tribo Shamar, uma da maiores do Iraque, cujos membros vivem no deserto e desconhecem como tratar as forças de ocupação.

Tudo o que sabemos sobre:
Iraque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.