EUA admitem trabalhar com Rússia em escudo antimísseis

Nova administração mostra postura conciliatória sobre sistema de defesa, considerando uma reconfiguração

Reuters

14 de fevereiro de 2009 | 18h40

Os Estados Unidos estão prontos para considerar a possibilidade de uma nova configuração para sua defesa contra mísseis na Europa, na qual a Rússia estaria envolvida, disse um importante diplomata norte-americano na sexta-feira, 13, segundo a agência de notícias russa Interfax. A declaração feita pelo subsecretário de Estado norte-americano William Burns foi uma das mais conciliatórias já proferidas sobre o plano de construir um escudo de mísseis na Polônia e na República Checa, opção à qual Moscou se opôs veementemente.   Veja também: Rússia manda mensagem conciliadora a Obama "No governo do presidente (Barack) Obama, os Estados Unidos estão abertos à possibilidade de novas formas de cooperação no campo da defesa contra mísseis", disse Burns em entrevista, segundo a Interfax.   Moscou diz que o plano do escudo de mísseis é uma ameaça à sua segurança e disse que vai retaliar caso ele seja empreendido. Os Estados Unidos dizem que o escudo serve para deter mísseis oriundos de países "malévolos", principalmente o Irã. "(Washington) está aberta à possibilidade de cooperação, tanto com a Rússia quanto com a Otan, em relação à nova configuração da defesa contra mísseis, que usaria os recursos de cada um", afirmou Burns, que estava em Moscou para conversas nesta semana.

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