EUA advertem Irã sobre mais 'isolamento' em disputa nuclear

Os Estados Unidos advertiram o Irã, nesta quarta-feira, que o país enfrentará maior isolamento internacional se não conseguir responder às preocupações da agência nuclear da ONU a respeito de suas atividades nucleares, que o Ocidente suspeita terem fins militares.

FREDRIK DAHL, Reuters

06 de março de 2013 | 13h27

A União Europeia também usou uma reunião do conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para aumentar a pressão sobre o Irã para deixar de obstruir uma investigação da agência sobre a suposta pesquisa de Teerã por um bomba atômica, algo que o Irã nega.

Os EUA e seus aliados ocidentais vêm sinalizando sua determinação de que o Estado islâmico deve dar à AIEA acesso a locais e documentos, independentemente de negociações mais amplas entre o Irã e as potências mundiais que foram retomadas na semana passada.

O enviado do Irã à agência da ONU reagiu, dizendo que as acusações sobre o programa nuclear de seu país eram "infundadas" e sugeriu que a AIEA, não Teerã, era a culpada pelo fracasso até agora em retomar o inquérito parado.

Alguns diplomatas dizem que o Irã está usando suas reuniões com a AIEA apenas para alavancar as negociações com as potências mundiais, que, ao contrário da agência da ONU, têm o poder de aliviar as sanções que recentemente apertaram sobre o importante produtor de petróleo.

O enviado dos EUA Joseph Macmanus acusou o Irã de "ações provocativas", particularmente a instalação de centrífugas avançadas que lhe permitem acelerar seu programa de enriquecimento de urânio.

"Estamos profundamente preocupados com o que parece ser o inabalável compromisso do Irã em enganar, desafiar e adiar", disse Macmanus ao conselho da AIEA.

Os países ocidentais temem que o Irã esteja enriquecendo urânio para desenvolver a capacidade de construir armas nucleares e impuseram várias rodadas de sanções. O Irã diz que o programa é legítimo e se destina a fins puramente pacíficos.

Israel argumenta que o Irã está secretamente tentando desenvolver uma arma nuclear e ameaçou com ataques preventivos se considerar que a diplomacia não teve resultado.

A AIEA, com sede em Viena, vem tentando há mais de um ano convencer o Irã a dar-lhe o acesso que precisa para a sua investigação, até agora sem progresso.

O Irã rejeitou pedidos da AIEA para visitar a instalação militar Parchin, onde os inspetores suspeitam que testes explosivos relevantes para o desenvolvimento de armas nucleares ocorreram, possivelmente, uma década atrás.

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