EUA ainda não estão livres de atentados, diz Bush

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, disse na quinta-feira que, cinco anos depois dacriação do Departamento de Segurança Doméstica, o país continuaameaçado pelo terrorismo. Em discurso a funcionários do Departamento, por ocasião doaniversário de sua criação, Bush disse que é importante que osnorte-americanos se lembrem "de algumas lições sérias arespeito do 11 de Setembro", e que as agências de segurançaprecisam levar "muito a sério" as ameaças de novos atentadospor parte da Al Qaeda. Bush enfrenta oposição no Congresso para aprovar leisrelativas à espionagem de cidadãos e vem sendo acusado nosúltimos anos de usar o fator medo para conseguir dividendospolíticos. "Neste momento, em algum lugar do mundo, um terrorista estáplanejando um ataque contra nós. Sei que é um pensamentoinconveniente para alguns, mas é a verdade", disse Bush. Bush quer convencer a bancada democrata a aprovar uma leique dê imunidade judicial a empresas privadas que ajudaram osEUA a monitorar comunicações de suspeitos de terrorismo depoisdos atentados de 11 de setembro de 2001. O projeto já passou no Senado, mas está emperrado naCâmara, onde a oposição quer mais informações sobre asatividades realizadas previamente por companhias telefônicas apedido do governo Bush. Muitos democratas argumentam que caberia à Justiça decidirse as empresas violaram as leis, em vez de esperar que oCongresso as proteja de processos civis que poderiam gerarbilhões de dólares em indenizações. "Ainda estamos nos empenhando para chegarmos a um acordo",disse a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. "Masnão vamos abandonar a Constituição dos Estados Unidos." Segundo ela, as atuais leis garantem a Bush a autoridade deque ele precisa. O presidente pressiona a Câmara a aprovar oprojeto e submetê-lo à sua sanção até sábado. Ele argumenta queas agências de segurança não conseguem espionar suspeitos deterrorismo sem a ajuda de empresas privadas. "Para evitar novos ataques contra a América (os EUA),precisamos saber com quem os terroristas estão conversando, oque estão dizendo e o que estão planejando. Não podemos obteressa informação vital sem a cooperação das companhiasprivadas", afirmou. REUTERS FE

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