Larry Downing/Reuters
Larry Downing/Reuters

EUA ainda não reconhecem Coalizão Nacional Síria como governo

Obama afirmou que país continuará conversando e ajudando o grupo de opositores sírios

estadão.com.br

14 de novembro de 2012 | 09h05

WASHINGTON - O presidente Barack Obama afirmou, em sua primeira entrevista coletiva após a reeleição, que os EUA "não estão preparados para reconhecer a nova coalizão síria como governo", mas que continuam conversando com os opositores do presidente sírio, Bashar Assad, para terem a certeza de que o grupo "está comprometido com uma Síria democrática."

Mais cedo, a secretária de Estado Hillary Clinton, descreveu como um passo importante a formação da Coalizão Nacional Síria, que pode ajudar o governo norte-americano a direcionar melhor sua ajuda, mas não ofereceu reconhecimento total ou armamentos.

Os EUA querem ver a nova oposição demonstrar que pode influenciar os acontecimentos no território do país. "Há muito tempo nós pedimos por este tipo de organização. Queremos ver se esse impulso será sustentado", disse Hillary a jornalistas na cidade australiana de Perth.

"Conforme a oposição síria dá estes passos e demonstra a sua eficácia em promover o avanço da causa de uma Síria unificada, democrática e pluralista, estaremos preparados para trabalhar com eles para oferecer assistência ao povo sírio."

A França tornou-se a primeira potência europeia a reconhecer a Coalizão Nacional Síria como o único representante do povo sírio e disse, na terça-feira, que vai analisar se arma os rebeldes contra Assad. Seis Estados do Golfo Árabe reconheceram a coalizão na segunda-feira.

Após vinte meses de revolta sangrenta, grupos de oposição sírios fragmentados fecharam um acordo no Catar no domingo para formar uma coalizão liderada pelo clérigo de Damasco Mouaz Alkhatib, que fez um apelo por reconhecimento internacional.

Hillary anunciou um adicional de 30 milhões de dólares em ajuda para as pessoas afetadas pela guerra na Síria, após reunião em Perth envolvendo seu homólogo australiano, Bob Carr, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, e seu colega australiano no mesmo cargo, Stephen Smith.

O auxílio será fornecido pelo Programa Mundial de Alimentos, que está fornecendo ajuda alimentar a mais de um milhão de pessoas na Síria e cerca de 400 mil refugiados em países vizinhos, como Turquia, Jordânia, Líbano e Iraque. Os fundos adicionais elevam a ajuda humanitária dos EUA aos afetados pela crise síria para quase 200 milhões de dólares, disse Hillary.

Com Reuters

Texto atualizado às 18h30

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