EUA alertam que 'todos devem fazer mais' no Afeganistão

Na Otan, Robert Gates pede que países respondam com mais ações ao reforço americano de 17 mil soldados

Agências internacionais,

19 de fevereiro de 2009 | 14h15

O secretário da Defesa americano, Robert Gates, advertiu nesta quinta-feira, 19, que "todos devem fazer mais" no Afeganistão e pediu que os outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) respondam com mais compromisso ao anúncio de Washington de que enviará mais 17 mil soldados ao país asiático. Veja também:Otan se reúne para avaliar estratégia no AfeganistãosDossiê Estado: Guantánamo afegã põe presos no limbo "Isso não deve ser visto só como um esforço extra dos EUA, e os outros aliados devem agir em consonância", disse Gates, na primeira reunião do conselho informal de ministros realizado hoje e amanhã na cidade polonesa de Cracóvia, disse o porta-voz da Otan, James Appathurai. Por enquanto, Gates recebeu palavras de agradecimento dos outros ministros pelos 17 mil soldados americanos que se unirão à Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão ainda neste primeiro semestre. Atualmente, há cerca de 70 mil soldados internacionais nesse país, 55 mil deles sob comando da Otan e o resto na operação americana Liberdade Duradoura, que começou em 2001, após os atentados de 11 de setembro daquele ano. No entanto, esta quantidade de tropas não conseguiu evitar uma deterioração da segurança e que os insurgentes talibãs tenham voltado a ganhar terreno nos dois últimos anos. Nesta quinta, os ministros da Defesa coincidiram em que sua prioridade este ano é garantir o bom andamento das eleições presidenciais de 20 de agosto. Segundo Appathurai, até a cúpula do 60º aniversário da Otan, que será realizada em abril, em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha), os países estudarão sua colaboração para que o pleito se desenvolva de maneira pacífica.  Rússia Ainda nesta quinta, Gates afirmou que vê chance de uma relação melhor entre seu país e a Rússia, com a nova administração na Casa Branca. Porém advertiu de que Moscou está tentando "ganhar dos dois lados", ao oferecer apoio no Afeganistão e ao mesmo tempo minar os esforços dos EUA naquele país. Gates firmou um novo acordo de cooperação militar com a Polônia nesta quinta, formalizando os laços entre as forças de operação especial com os dois países. O secretário elogiou a disposição da Polônia para enviar tropas para locais difíceis, entre elas os 1.600 soldados no Afeganistão. A Polônia é o local onde os EUA planejam instalar um sistema antimísseis contra o qual a Rússia agressivamente protesta. Nem Gates nem o ministro da Defesa, Bogdan Klich, mencionaram esse fato durante a cerimônia de assinatura do acordo. Os Estados Unidos argumentam que o sistema antimísseis no Leste Europeu não é voltado contra a Rússia, mas contra um eventual ataque do Irã. Mas Moscou não aceita essa iniciativa e ameaça instalar mísseis em Kaliningrado, caso os EUA levem o plano adiante. 

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