EUA anunciam novos exercícios militares com Coreia do Sul

Manobras de guerra são resposta a Pyongyang pelo naufrágio de uma corveta sul-coreana

SUE PLEMING, REUTERS

18 de agosto de 2010 | 17h56

        

 

Sul-coreanos protestam contra exercícios militares em Seul  

 

O Pentágono anunciou nesta quarta-feira, 18, a realização de novos exercícios militares antissubmarino em conjunto com a Coreia do Sul no mês que vem, passando um recado à Coreia do Norte de que Washington está comprometido com a defesa do seu aliado.  

 

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O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, disse que a atividade, que possivelmente irá irritar a poderosa China, ocorrerá na costa oeste da península da Coreia, e se destina à defesa contra ataques "sub-superfície", particularmente tendo em vista o naufrágio, em março, de uma corveta sul-coreana. Seul e Washington atribuíram o naufrágio a Pyongyang, que nega.

"Este exercício certamente passa um recado claro à Coreia do Norte de que os EUA estão comprometidos com a defesa da República da Coreia (do Sul)", disse Whitman a jornalistas. "Nosso compromisso é inequívoco."

Questionado sobre a possível reação chinesa, Whitman disse que Pequim não tem razão para ver os exercícios conjuntos como uma ameaça.

"Esses exercícios se destinam a dissuadir a Coreia do Norte de futuros ataques desestabilizadores, como o que ocorreu com (a corveta) Cheonan", disse ele.

A Coreia do Norte se diz provocada pelos recentes treinamentos conjuntos dos EUA e Coreia do Sul, e neste mês Pyongyang disparou foguetes perto da fronteira marítima após um exercício militar sul-coreano próximo a águas disputadas.

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse que as provocações norte-coreanas devem ser vistas no contexto de tensões que cercam a sucessão do ditador Kim Jong-il, que supostamente está doente e pretende transferir o poder ao filho mais novo.

Segundo Gates, o rapaz estaria tentando se firmar junto à cúpula militar norte-coreana.

O novo exercício militar, previsto para o começo de setembro, ainda está em fase de planejamento, disse Whitman, sem dar detalhes sobre duração e abrangência da atividade, ou quais navios dos EUA seriam envolvidos.

A China, única aliada importante da Coreia do Norte, diz que os exercícios norte-americanos na região são uma ameaça à estabilidade regional. No mês passado, Pequim realizou, e divulgou com destaque, exercícios navais na região, após uma atividade conjunta EUA-Coreia do Sul.

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