EUA apoiam independência de Kosovo e pedem Europa unida

Washington respaldou separação da Sérvia em 2008 e agora quer 'futuro comum' para os países

Reuters

22 de julho de 2010 | 13h15

WASHINGTON - Os EUA anunciaram nesta quinta-feira, 22, que apoiam a decisão da Corte Internacional de considerar legal a independência de Kosovo, declarada em 2008, e disse à Sérvia que "é hora de a Europa se unir por um futuro comum".

 

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A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu que Kosovo e sérvia resolvam suas diferenças, já que a ONU considerou a independência kosovar legal. "Pedimos que todos os Estados que avancem nessa questão e se engajem construtivamente no apoio à paz e à estabilidade nos Bálcãs. Pedimos que os países que ainda não reconheceram Kosovo, que o façam o quanto antes", disse.

 

"Sérvia e Kosovo são tanto amigos quanto parceiros dos EUA. Agora é a hora de esses países colocarem suas diferenças de lado e avançar, trabalhar juntos de forma construtiva para resolver questões práticas", continuou a secretária, concluindo que esse é caminho para ambos os países serem "livres e parte da Europa".

 

Antes das declarações de Hillary, o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, havia divulgado um comunicado. "A decisão da Corte Internacional de Justiça confirma que a declaração de independência de Kosovo é legal, algo que nós apoiamos. Agora é hora da Europa se unir por um futuro comum", disse .

 

Ao destacar a importância de uma Europa unida, os EUA tentam dizer à Sérvia que seus interesses seriam melhor atendidos se aceitar a independência kosovar e se unir à União Europeia. "Nossa mensagem à região é a de que o futuro deles está em uma eventual aliança Euro-Atlântica", disse uma fonte do governo americano sob condição de anonimato.

 

A Casa Branca também se pronunciou sobre a decisão da corte pedindo a compreensão da Sérvia. "Estamos satisfeitos com a corte, que concordou com a opinião dos EUA que a declaração de Kosovo está de acordo com as leis internacionais", disse Mike Hammer, porta-voz do governo.

 

A Sérvia perdeu o controle de Kosovo em 1999 quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) bombardeou a região para interromper a crescente onda de violência que deixou milhares de albaneses mortos em uma guerra de dois anos contra a insurgência.

 

Depois de nove anos sob mandato internacional, o território de maioria albanesa declarou independência com o apoio dos EUA e da União Europeia. A Sérvia, porém, se negou a aceitar a separação kosovar.

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