EUA apontam Brasil como plataforma do tráfico de drogas

Comunicado do governo americano ressalva que presença na lista não significa cooperação com o tráfico

Efe,

16 de setembro de 2009 | 04h49

O governo americano identificou na terça-feira, 15, os 20 maiores países produtores ou plataformas do tráfico de drogas. Entre eles estão 12 latino-americanos, incluindo o Brasil. De acordo com a Lei de Autorização de Relações Exteriores, o presidente notifica ao Congresso cada ano sobre os países que considera que são grandes produtores de droga ou de passagem de entorpecentes no mundo.

 

O comunicado do Departamento de Estado esclareceu que a presença de um país na lista não critica necessariamente os esforços dessa nação contra o tráfico nem sua cooperação com os Estados Unidos. A designação pode refletir uma combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos que permitem que as drogas se produzam ou passem através de seu território apesar de seus melhores esforços, acrescentou.

 

Fazem parte da lista também Afeganistão, Bahamas, Bolívia, Brasil, Mianmar, Colômbia, a República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. Segundo um comunicado do Departamento de Estado, Bolívia, Venezuela e Mianmar não declararam "de maneira demonstrável" seu respeito pelos acordos internacionais contra as drogas nem tomaram medidas contra o flagelo.

 

A designação "de maneira demonstrável" pode abrir a porta para a aplicação de sanções, segundo a lei. No entanto, o comunicado indicou que nos casos da Bolívia e Venezuela, o presidente emitiu uma "exceção de interesse nacional" para que os Estados Unidos mantenha seu apoio a programas específicos que beneficiam aos povos de ambos os países.

 

Na Venezuela, continuará a ajuda aos programas de apoio à sociedade civil e os de desenvolvimento comunitário. Na Bolívia, a exceção permitirá que se mantenha o apoio ao desenvolvimento agrícola, os programas de troca, o desenvolvimento da pequena empresa, os programas de capacitação policial e outros, disse o comunicado.

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