EUA apontam declínio em bombas vindas do Irã no Iraque

O número de bombas usadas no Iraquecontra os Estados Unidos --fornecidas pelo Irã, segundo aversão norte-americana-- diminuiu nos últimos meses, disse naquinta-feira o general Raymond Odierno, principal comandanteoperacional dos EUA no Iraque. Mas ele disse que é cedo para dizer que Teerã reduziu ocontrabando de armas para o Iraque. Washington acusa o Irã de fornecer os chamados projéteisformados explosivamente (EFP, na sigla em inglês), capaz deperfurar a blindagem de tanques quando deixadas à beira de ruase estradas. Essa arma é usada especialmente por milíciasxiitas, aliadas sectárias do Irã, mas o governo iraniano negaestar alimentando a violência no Iraque. O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates,afirmou ter certeza de que a Força Qods (batalhão de elite doIrã) sabia do contrabando de armas, e que supostamente oslíderes do país, inclusive o dirigente supremo Ali Khamenei,estavam cientes também. Ele disse entender que, nos bastidores, os iranianos tenhamdado ao Iraque garantias de que o fluxo de armas seria contido. "Não sei se acredito neles, vou esperar para ver", disseGates. "Embora na minha cabeça eu ainda ache que temos EFPsdemais, nos últimos meses houve uma tendência de queda", disseOdierno, falando por vídeo a jornalistas no Pentágono. O general, comandante do Corpo Multinacional no Iraque,disse que sua força registrou 53 incidentes com EFPs em outubro--30 explosões e 23 artefatos achados antes de serem detonados. O total em setembro foi de 52, em agosto foram registrados78, depois do recorde de 99, em novembro, de acordo comOdierno. Segundo ele, o atual nível ainda supera o do primeirotrimestre deste ano.

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