EUA aprovam biocombustíveis com produtos canadenses

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA aprovou na quinta-feira o uso de produtos agrícolas canadenses como canola e milho para biocombustíveis a serem fabricados nos Estados Unidos. A medida deve elevar o preço da canola canadense e pode ajudar os EUA a cumprirem suas ambiciosas metas de uso dos biocombustíveis.

ROD NICKEL, REUTERS

29 Setembro 2011 | 20h05

A EPA decidiu qualificar os produtos agrícolas canadenses como biomassa renovável, o que permite que os produtores norte-americanos de biocombustíveis recebam créditos tributários por usá-los, segundo JoAnne Buth, presidente do Conselho da Canola do Canadá.

"Suspeito que veremos mais canola entrando nos EUA agora", disse Buth em entrevista.

Na Bolsa de mercadorias ICE Canada, os contratos futuros da canola fecharam em alta de 1,9 por cento, superando a alta em outros mercados correlatos.

O Canadá se torna o primeiro país além dos EUA a receber o selo de aprovação da EPA com base em um exame do uso do solo, segundo Ben Evans, porta-voz do Conselho Nacional do Biodiesel dos EUA.

Isso significa que o Canadá comprovou que, em termos gerais, não está ampliando o uso de terras cultiváveis para a produção de matérias primas dos biocombustíveis. Dessa forma, os produtores canadenses não precisam provar a mesma coisa a fim de se credenciarem aos benefícios dos regulamentos norte-americanos para os biocombustíveis.

O Congresso dos EUA estipulou a meta, a ser alcançada até 2022, de misturar 136,3 bilhões de litros de combustíveis renováveis no total de combustíveis usados nos transportes. Com tamanho volume, disse Evans, há pouco risco de que o produto canadense substitua cultivos norte-americanos, como a soja, na produção de biodiesel.

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