EUA aprovam convite da Coréia do Norte para a ONU

País quer discutir com a AIEA fechamento de um dos principais reatores nucleares

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h48

Os Estados Unidos aprovaram a decisão da Coréia do Norte de convidar inspetores da agência nuclear das Nações Unidas para uma reunião que discutiria o fechamento de um dos principais reatores nucleares do país. O porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe disse que a oferta é uma "boa medida". Mas Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que ainda não tinha recebido o convite da Coréia do Norte. A imprensa norte-coreana, controlada pelo governo, afirmou que o convite acontece "na fase final" da polêmica em torno do congelamento de fundos da Coréia do Norte em um banco de Macau. A polêmica a respeito dos fundos criou um impasse no acordo fechado em fevereiro a respeito do reator em Yongbyon. O secretário-assistente de Estado americano, Christopher Hill, disse que a transferência de US$ 24 milhões teria apenas sido atrasada por problemas técnicos em bancos russos. A crise por causa dessas verbas - que segundo os americanos seriam produto de contrabando e falsificação - começou há quase dois anos. Desde então, nenhum banco quis se responsabilizar pela transferência. Na quinta-feira, funcionários do governo macauense disseram que o dinheiro fora transferido do Banco Delta Asia (BDA) para o Federal Reserve, o banco central americano. Reuniões técnicas Depois do anúncio de Hill, uma nota publicada pela agência de notícias oficial da Coréia do Norte, a KCNA, afirmou que o diretor do programa nuclear do país, Ri Je-son, escrevera uma carta ao diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, abrindo as portas para a visita dos inspetores. Os representantes da AIEA visitariam o país, segundo a nota da KCNA, para "discutir os procedimentos de verificação e monitoramento da AIEA durante o desligamento do reator atômico de Yongbyon". Hill disse a jornalistas na Mongólia que os fundos tinham sido transferidos para a Rússia e ele espera que sejam pagos à conta da Coréia do Norte nos próximos dias. No mês passado, a Coréia do Norte lançou diversos mísseis em direção ao Mar do Japão, num aparente teste dos armamentos. Na época, o Ministério da Defesa da Coréia do Sul disse que os lançamentos pareceram exercícios militares de rotina. No ano passado, testes secretos de diversos mísseis - entre eles o de um projétil de longo alcance - seguidos pela explosão de um artefato nuclear, provocaram uma crise diplomática.

Mais conteúdo sobre:
ONU EUA desnuclearização nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.