EUA aprovam plano de quase US$ 97 bilhões para guerras

Câmara passa orçamento de Obama para conflitos no Iraque e Afeganistão com 368 votos a favor e 60 contra

Agências internacionais,

14 de maio de 2009 | 19h43

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 14, por 368 votos a favor e 60 contra, US$ 96,7 bilhões para as guerras no Iraque e no Afeganistão. O placar da votação reflete o apoio bipartidário às tropas americanas enviadas ao exterior. Ao mesmo tempo, aliados mais liberais do presidente Barack Obama demonstram-se céticos quanto à decisão de intensificar as operações militares no Afeganistão em meio à piora das condições no país.

 

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Obama havia requisitado US$ 85 bilhões para financiar as duas guerras até o fim do ano fiscal a se encerrar em setembro, mas os congressistas adicionaram US$ 12 bilhões à conta para a aquisição de armas e outros equipamentos militares e para programas de ajuda.

 

Apesar da aprovação da verba, congressistas democratas estão demonstrando desconforto crescente com as políticas de segurança nacional adotadas pela administração Obama, incluindo o compromisso em aberto com o Afeganistão e sobre o que fazer com os prisioneiros detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba, segundo afirma a edição desta quinta do jornal americano The New York Times.

 

Os líderes da Casa retiraram a proposta de gastos militares emergenciais de mais de US$ 80 milhões apresentada pelo presidente Barack Obama para fechar o centro de detenção, afirmando que ele não deu detalhes do plano para os mais de 200 presos mantidos no local. A Casa Branca afirma que o local será fechado até 22 de janeiro de 2010.

 

O desconforto, particularmente com a guerra no Afeganistão, é maior hoje entre os liberais do partido e mais evidente no Câmara do que no Senado. O número de soldados e os custos da guerra em solo afegão aumentarão no próximo ano, e os líderes partidários alertaram que os democratas devem dar ao governo apenas mais um ano para estabilizar a situação militar no país antes que comecem a perder a paciência.

 

Em Guantánamo, os líderes democratas do Senado dizem que agora planejam incluir no orçamento o dinheiro para fechar a prisão na versão suplementar dos gastos militares, mas com restrições apertadas, como proibir a transferência dos prisioneiros para território americano. Antes de usar a verba, o governo deve ainda submeter um plano ao Congresso detalhando como será o fechamento da prisão.

 

(Com The New York Times)

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