EUA aprovam primeira droga de prevenção ao vírus da Aids

O laboratório Gilead Sciences informou na segunda-feira que obteve aprovação dos Estados Unidos para comercializar seu medicamento Truvada como profilaxia para reduzir o risco de contaminação pelo HIV, vírus que causa a Aids.

TONI CLARKE, Reuters

16 de julho de 2012 | 19h19

Esse é o primeiro remédio contra o HIV para pessoas ainda não infectadas. Ele foi aprovado para pessoas expostas a risco elevado de contaminação, e para quem mantenha relações sexuais com parceiros soropositivos.

A droga deve ser tomada diariamente, em combinação com as práticas habituais de sexo seguro, para reduzir o risco de contaminação em adultos sob alto risco.

O Truvada já havia sido aprovado em combinação com outros agentes para o tratamento de soropositivos adultos e maiores de 12 anos.

“"A aprovação de hoje representa um marco importante na nossa luta contra o HIV", disse em nota Margaret Hamburg, comissária da FDA (Administração de Alimentos e Drogas dos EUA).

A cada ano, cerca de 50 mil adultos e adolescentes dos EUA recebem o diagnóstico de contaminação pelo HIV, segundo Hamburg. "Novos tratamentos além de métodos de prevenção são necessários para combater a epidemia de HIV neste país."

O FDA decidiu reforçar um alerta no rótulo do Truvada, orientando os médicos a se certificarem de que o usuário não está contaminado pelo HIV, e a refazerem os exames a cada três meses.

A aprovação inclui como contrapartida um programa de mitigação do risco, com treinamento e orientação voltadas para o aconselhamento de pessoas que usem o Truvada como profilaxia.

Outra exigência é que a Gilead recolha amostras de indivíduos que contraírem o HIV durante o uso do Truvada, avaliando uma possível resistência do vírus à droga. Também deverão ser monitorados os resultados das gestações de mulheres que engravidarem durante o uso do medicamento.

As ações da Gilead fecharam em alta de 1,5 por cento no pregão da Nasdaq, cotadas a 51,94 dólares.

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