EUA asseguram a Israel que principais sanções contra Irã permanecem

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, assegurou nesta quinta-feira ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que as principais sanções contra o Irã permanecem vigentes, mesmo após o acordo nuclear provisório de Teerã com as potências mundiais.

DAVID BRUNNSTROM, Reuters

05 de dezembro de 2013 | 13h22

O acordo de 24 de novembro firmado em Genebra foi classificado como um "erro histórico" por Netanyahu, aumentando as tensões em relação a uma aliança já marcada por disputas anteriores com o presidente dos EUA, Barack Obama, devido à estratégia de Washington em relação ao Irã e os palestinos.

Em visita a Israel enquanto as negociações com Teerã se aceleram, Kerry reuniu-se com um irritado Netanyahu. Mas eles se esforçaram em afirmar amizade mútua nesta quinta-feira. Seus gabinetes emitiram fotos deles sorrindo em conversa privada, e em coletiva de imprensa após o encontro, Kerry se referiu a Netanyahu por seu apelido, "Bibi".

Israel argumenta que uma flexibilização de algumas das sanções contra o Irã antes de o país abandonar os projetos nucleares com potenciais riscos de fabricação de bombas pode sair do controle, à medida que empresas se apressem em aproveitar a brecha.

"Devem ser tomadas medidas para evitar uma maior erosão das sanções", disse Netanyahu, que descreveu uma República Islâmica com armas nucleares como uma ameaça mortal ao Estado judeu. O Irã afirma que o enriquecimento de urânio é apenas para produzir energia nuclear para fins pacíficos.

Kerry afirmou que Washington vai debater de perto com Israel sobre a elaboração de um acordo permanente com o Irã, após o período de construção de confiança de seis meses estabelecido pelo acordo de Genebra, sob o qual o Irã vai conter aspectos sensíveis do seu programa nuclear em troca de uma flexibilização limitada das sanções.

"Eu não posso enfatizar de maneira suficiente que a segurança de Israel nesta negociação está no topo de nossa agenda e os Estados Unidos vão fazer tudo o que estiver ao alcance para ter certeza de que o programa nuclear do Irã, as possibilidades de armamento do programa, seja encerrado", disse Kerry.

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