EUA aumentam imposto sobre fumo para financiar saúde infantil

Bush deve vetar projeto; alguns republicanos o consideram um passo rumo à estatização dos serviços de saúde

Efe,

03 de agosto de 2007 | 01h59

O Senado americano aprovou na quinta-feira um projeto que aumenta o imposto sobre o fumo para financiar com os recursos um programa de proteção e segurança infantil. A medida ainda pode ser vetada pelo presidente George W. Bush. Ela foi aprovada por 68 votos a favor e 31 contra, 24 horas depois de a Câmara de Representantes dar sinal verde a um projeto semelhante. Segundo Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, o projeto renovará a cobertura de saúde de 6,6 milhões de crianças, incluídas num Programa de Seguro de Saúde Infantil (CHIP). Outras 3,2 milhões de crianças também receberão recursos. "O Senado fez o correto ao cumprir a promessa de melhorar as vidas de milhões de crianças americanas, da forma correta, de maneira bipartidária", comentou Reid, agradecendo o apoio de republicanos ao projeto. O Programa de Seguro de Saúde Infantil é especialmente importante para a comunidade hispânica. Dos 9 milhões de crianças que não têm seguro de saúde, mais de 3,5 milhões são hispânicos, disse um porta-voz do senador. O Senado e a Câmara devem unificar os dois projetos e enviar uma só versão para a promulgação do presidente, após o recesso de verão, em setembro. No entanto, Bush disse que vetará o projeto, que alguns republicanos consideram um primeiro passo rumo à estatização dos serviços de saúde. Na quarta-feira, um comitê do Senado aprovou um projeto que permitiria à Administração de Alimentos e Drogas (FDA) regulamentar em nível federal o fumo. O órgão passaria a ter o poder para retirar ingredientes dos cigarros, restringir a publicidade, regulamentar os rótulos de advertência, fixar critérios para produtos com "risco reduzido" e prevenir a venda a menores. A medida permitiria também reduzir a quantidade de nicotina nos cigarros. Mas somente o Congresso pode eliminar a substância de maneira permanente.

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