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EUA aumentarão investimentos na AL e Caribe, diz Hillary

Montante deve subir em 17%; Barack Obama está 'comprometido' com a região, afirma secretária de Estado

Efe,

17 de abril de 2009 | 16h52

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira, 17, em Santo Domingo, que o governo do presidente americano, Barack Obama, "está comprometido" a aumentar em 17% os investimentos na América Latina e no Caribe, porque considera "que é o correto e o inteligente". Hillary, que fez este anúncio durante discurso em um fórum sobre a 5ª Cúpula das Américas, que começa hoje em Trinidad e Tobago, disse que seu país fará este esforço, apesar das dificuldades econômicas, porque são nestes momentos de crise "que temos que estender uma mão para fora."

 

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No pronunciamento, a chefe da diplomacia americana enumerou as prioridades da Administração dos Estados Unidos em relação à América Latina, e ressaltou que o país destinará US$ 875 milhões a combater o tráfico de drogas na América Central durante dois anos. Ela admitiu que os EUA devem trabalhar para reduzir o consumo de droga, que alimenta o fluxo de dinheiro do narcotráfico e armas para o México e aos países da América do Sul, e pediu que as autoridades da América Central trabalhem em projetos dirigidos a reforçar a segurança.

 

Para alcançar este objetivo, a chefe da diplomacia americana estimulou o presidente dominicano, Leonel Fernández, a coordenar ações com os outros líderes da região centro-americana e caribenha "para construir uma ponte em direção ao futuro e a um amanhã melhor". Segundo Hillary, o Governo americano destinará US$ 30 milhões a projetos educacionais na região.

 

Ela defendeu o desenvolvimento de programas semelhantes ao Bolsa Família e outros implementados em México, Chile, Colômbia e Peru, onde as famílias que enviam os filhos às escolas recebem auxílio econômico. A secretária de Estado, que ressaltou o interesse do governo de Barack Obama pelos países da América Latina, que a cada dia têm uma maior interrelação, ressaltou em vários momentos do discurso o valor que a nova administração americana concede à educação.

 

Outra das prioridades dos EUA para o continente americano é a segurança alimentar, já que, segundo disse, o hemisfério ocidental produz colheitas abundantes, "mas a fome está à espreita" e afeta severamente o desenvolvimento e o crescimento de milhares de crianças. Além disso, esse problema acaba afetando o desenvolvimento econômico da região e a estabilidade da mesma, afirmou.

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