EUA cogitam envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão

Objetivo é se somar aos 31 mil soldados que já estão no país e atender à demanda por mais tropas

AE-AP e Efe,

20 de dezembro de 2008 | 16h13

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, informou neste sábado, 20, que os Estados Unidos poderão enviar até 30 mil novos soldados norte-americanas para o Afeganistão no próximo ano. A afirmação de Mullen foi feita durante vista a Cabul. Segundo ele, as tropas devem chegar ao país até meados do próximo ano, quando começa o verão no hemisfério norte.   Com a medida, o governo atenderia a antiga demanda dos comandantes para que o governo enviasse mais 20 mil soldados para reforçar os 31 mil que já se encontram no Afeganistão. Entretanto, Mullen, que após a chegada das novas tropas, somente as melhorias no sistema de governo e na situação econômica terá efeito sobre os insurgentes.   Em uma visita a Cabul, Mullen afirmou que, quando os reforços tiverem sido enviados, dependerá das melhoras registradas no Governo e da situação econômica do Afeganistão que a força do movimento talibã tenha diminuído.   Há muito tempo, os comandantes americanos tinham pedido pelo menos 20 mil soldados para reforçar o contingente de 31 mil militares que estão no Afeganistão.   O envio de mais tropas responde aos pedidos dos comandantes militares, que, liderados pelo general David McKiernan, líder das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão, tinham pedido reforços para fazer frente à crescente ameaça do movimento talibã.   Segundo o almirante, "as tropas pedidas em debates conjuntos com o general McKiernan são as que precisaremos por enquanto. Portanto, não vejo um aumento maior das tropas, atualmente, além de 20 mil ou 30 mil" soldados.   "Concordamos com o pedido, portanto realmente parece claro para mim que vamos atender a essa solicitação e não é uma questão de se será feita ou não, e sim de quando", destacou Mullen.   O chefe do Estado-Maior americano ressaltou a necessidade de fortalecer o Governo e de melhorar a situação econômica do Afeganistão para enfrentar os talibãs.   "Sem desenvolvimento, não há nenhuma quantidade de tropas nem de tempo que vá conseguir uma solução" no país, destacou.   Segundo o almirante, as novas tropas, que praticamente dobrariam o número atual de soldados americanos no país, poderiam ser enviadas em meados de 2009.   "Gostaríamos de vê-los (os soldados) aqui no primeiro semestre mesmo, no máximo, em julho", afirmou o militar.   Grande parte desses reforços ficará destinada no sul do Afeganistão, a zona que foi palco do ressurgir do talibã e onde as forças internacionais sofreram a maior parte de suas baixas.   Até o momento, a maioria dos contingentes desdobrados nessa zona é integrada por canadenses, britânicos e holandeses.   "Ali é onde ocorre a luta mais difícil. Quando enviarmos as tropas adicionais, acho que o nível de violência vai aumentar. A luta será mais difícil", advertiu o alto comandante militar.   Os comandantes militares tinham pedido o envio de pelo menos quatro brigadas de combate, uma de aviação e outras forças de apoio.   Atualmente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) possui desdobrados no país cerca de 48 mil membros da Força de Assistência para a Segurança (Isaf), entre eles 18 mil americanos.   Os EUA possuem também outros 15 mil militares, à frente da missão antiterrorista Liberdade Duradoura.   A decisão definitiva sobre o envio das tropas caberá a Obama, que assumirá o cargo no dia 20 de janeiro e que assegurou, durante sua campanha eleitoral, que o Afeganistão, e não o Iraque, seria a prioridade militar dos Estados Unidos.   Ampliada às 17h42

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