Marinha americana/Divulgação
Marinha americana/Divulgação

EUA colocarão fim na ameaça de piratas somalis, diz Obama

Americano sequestrado no domingo foi libertado no domingo após presidente dar sinal verde para uso da força

Agências internacionais,

13 de abril de 2009 | 13h15

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta segunda-feira,13, que o país está disposto a pôr um fim na ameaça da pirataria no Oceano Índico. No domingo, atiradores da marinha americana mataram três piratas que sequestraram o capitão de um navio dinamarquês com tripulação americana. Um quarto corsário que havia se rendido foi preso e será indiciado pela Justiça americana.

O vice almirante da marinha americana William Gortney disse nesta segunda-feira que foram necessários três tiros para matar os três piratas. "Eles colocaram as cabeças e os ombros a mostra. Estava escuro mas nossos atiradores são extremamente bem treinados", contou.

Richard Phillips, capitão americano do navio, foi libertado no domingo pela Marinha dos EUA, numa operação que terminou com três corsários mortos e um capturado. Segundo a emissora de TV CNN, Phillips teria saltado na água, permitindo que os militares americanos abrissem fogo contra o bote que era usado como cativeiro. Os três sequestradores que estavam a bordo morreram no ataque e um quarto foi detido enquanto negociava o pagamento de um resgate de US$ 2 milhões a bordo do destroier Bainbridge, da Marinha americana. O capitão foi retirado ileso da água.

Autoridades americanas revelaram que o presidente dos EUA, Barack Obama, deu ordens para que a Marinha atacasse nas duas vezes em que foi consultado pelo Pentágono. "Eu partilho da admiração que o país tem pela bravura do capitão Phillips", disse Obama. "Sua coragem é um modelo para todos os americanos."

Ameaça dos piratas

 

O chefe dos piratas somalis ameaçou atacar americanos em vingança pelo resgate, no domingo, 12, do capitão do navio dinamarquês durante operação da Marinha dos Estados Unidos. A embarcação tinha sido sequestrada há quatro dias na costa da Somália. Três piratas foram mortos e um detido durante a operação.

 

"Os americanos mentirosos mataram nossos amigos depois que eles concordaram em libertar os reféns sem resgate, mas devo dizer que este assunto vai levar a retaliações e vamos caçar particularmente cidadãos americanos que viajarem em nossas águas", disse Abdi Garad por telefone à agência de notícias AFP.

 

"Nunca é o fim do mundo e vamos intensificar nossos ataques até muito longe das águas da Somália, e da próxima vez que tivermos cidadãos americanos, eu desejo que eles não esperem nenhuma piedade de nós", declarou o chefe pirata.

 

Luta

Phillips e outros 19 tripulantes do Maersk Alabama - um cargueiro da empresa dinamarquesa Moller-Maersk que levava 400 contêineres com ajuda humanitária para Mombasa, no Quênia - foram rendidos na quarta-feira em alto mar, na costa da Somália.

Os quatro piratas que participaram do ataque chegaram a assumir o controle do cargueiro por algumas horas. Mas, quando os tripulantes perceberam que o navio estava sendo abordado, esconderam-se numa área segura e esperaram por uma oportunidade que permitisse o contra-ataque.

Os 20 tripulantes lutaram com os piratas no deck do navio. No confronto, um marinheiro chegou a esfaquear a mão de um dos piratas. Pegos de surpresa, os criminosos abandonaram o cargueiro a bordo de um bote salva-vidas, levando consigo o capitão do navio.

Na sexta-feira, Phillips chegou a tentar uma primeira fuga a nado, mas foi impedido por um dos sequestradores. Na segunda tentativa, ontem, os militares americanos conseguiram agir a tempo e dispararam contra os sequestradores assim que Phillips pulou no mar.

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