EUA comemoram morte de comandante do Hezbollah

Os Estados Unidos celebraram naquarta-feira o assassinato de Imad Moughniyah, um líder doHezbollah atingido pela explosão de um carro-bomba em Damasco,e descreveram-no como um homicida frio responsável por umgrande número de mortes. "O mundo será um lugar melhor sem a presença desse homem.Ele era um matador frio, um assassino em massa e um terroristaresponsável pela perda de um número incontável de vidasinocentes", afirmou Sean McCormack, porta-voz do Departamentode Estado. "De uma forma ou de outra, ele foi levado à justiça." McCormack disse não saber quem foi o responsável pela mortede Moughniyah, que constava da lista norte-americana dosterroristas mais procurados. O líder do Hezbollah teriaparticipado de ataques contra alvos israelenses e ocidentais. O grupo islâmico acusou Israel de ter assassinadoMoughniyah, mas o governo israelense negou qualquerenvolvimento na explosão do carro-bomba, ocorrida naterça-feira. Moughniyah teria colaborado com os atentados de 1983, emBeirute, contra a Embaixada dos EUA e contra os alojamentos defuzileiros norte-americanos e forças de paz francesas, açõesessas que mataram mais de 350 pessoas. O militante também foi acusado de realizar o atentado de1992 contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires e desequestrar ocidentais no Líbano na década de 80. Além disso, os EUA indiciaram Moughniyah por suaparticipação no planejamento e na execução do sequestro, em 14de junho de 1985, de um avião da companhia aérea TWA e peloassassinato de um passageiro norte-americano. "Essa pessoa era um assassino em massa. Ele era um homicidafrio responsável pela morte de várias pessoas de muitospaíses", disse McCormack. "Basta olhar a lista de países afetados pelos atosterroristas dele. Essa lista parece não ter fim", acrescentou. Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca, disse não estarfamiliarizado com as circunstâncias da morte de Moughniyah, masobservou: "Essa pessoa havia sido indiciada pela Justiçanorte-americana. Ela era, certamente, uma pessoa má." (Reportagem de Sue Pleming e Jeremy Pelofsky)

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