EUA condenam licitação de Israel para construir novas casas

Estado judeu iniciou nesta segunda processo para erguer 700 novos apartamentos em Jerusalém Ocidental

Associated Press e Reuters,

28 de dezembro de 2009 | 16h11

A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira, 28, que se opõe às novas construções de assentamentos de Israel na Jerusalém Ocidental e pediu que tanto israelenses quanto palestinos retornem à mesa de negociações para estabelecer a paz no Oriente Médio, segundo um comunicado do porta-voz do governo americano, Robert Gibbs.

 

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"Os EUA se opõe a novas construções israelenses na Jerusalém Ocidental", dizia o documento divulgado por Gibbs. O comunicado vem à tona no mesmo dia que Israel anunciou o início de uma licitação para construir aproximadamente 700 novas unidades de casas para colonos judeus naquela região da cidade sagrada, território ocupado em 1967 e onde os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado.

 

"Nenhuma das partes deveria impor condições ou tomar ações que poderiam se relacionar às negociações unilateralmente. Ambas as partes devem retornar às conversas o quanto antes e sem precondições", continua o porta-voz americano.

 

O comunicado ainda diz que os EUA reconhecem "Jerusalém como uma questão importante para palestinos e israelenses, e para judeus, muçulmanos e cristãos", e que acreditam que por meio de negociações "de boa fé", as aspirações de ambas as partes sobre a cidade serão atingidas.

 

Um porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou o plano e disse que novas construções no território ocupado por Israel são ilegais.

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