EUA condenam vazamento de informações da guerra do Afeganistão

Documentos revelam cooperação do Paquistão com insurgentes e aumento das forças taleban

estadão.com.br

26 de julho de 2010 | 09h27

WASHINGTON - A Casa Branca condenou nesta segunda-feira, 26, a divulgação de documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão por parte do site Wikileaks.org, dizendo que a publicação das informações presentes no material colocam em risco as forças internacionais que lutam no país asiático.

 

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O governo criticou "duramente" o vazamento das informações, dizendo que isso "coloca a vida dos americanos e seus parceiros em risco e ameaça a segurança nacional". Por meio de comunicado, a Casa Branca diz que o site não procurou o governo para divulgar as informações, mas insistiu que os "vazamento irresponsáveis não teriam impacto no comprometimento para aprofundar a parceria dos EUA com o Paquistão e com o Afeganistão, para derrotar os inimigos comuns e para apoiar a população desses países".

 

O material, publicado pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel, revela detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consiste em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

 

Os mais de 91 mil documentos secretos relacionados à guerra do Afeganistão revelam um grande crescimento da força da insurgência Taleban e que as tropas do Paquistão estão ajudando os rebeldes no território afegão.

 

O assessor de segurança do governo Jim Jones destacou que os documentos se referem a um período que começa em janeiro de 2004 e vai até dezembro de 2009. "O presidente Barack Obama anunciou uma nova estratégia com um aumento substancial de tropas no Afeganistão e para dar maior atenção aos redutos do Taleban e da Al-Qaeda no Paquistão devido à grave situação que se desenvolveu nesta país nos últimos anos".

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