EUA confisca suplementos dietéticos vendidos como remédios

FDA afirma que a empresa promovia venda de suplementos para tratar uma série de problemas crônicos

EFE

13 de outubro de 2007 | 02h48

As autoridades federais americanas anunciaram neste sábado que confiscaram diversas quantidades de suplementos dietéticos, no valor de US$ 71 mil, porque estes foram comercializados ilegalmente para a cura de doenças crônicas.   A agência de controle de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) disse em comunicado que as autoridades confiscaram os produtos da FulLife Natural Options, uma empresa em Boca Raton (Flórida), que comercializava e distribuía um chá e cápsulas de "Charantea Ampalaya".   A agência federal explicou que a empresa indevidamente promovia esses suplementos dietéticos como um fármaco aprovado pela FDA para tratar uma série de condições de saúde crônicas.   "Embora estes produtos tragam o rótulo de suplemento dietético, a FulLife os promovia para tratar condições sérias como o diabetes, a anemia e a hipertensão", assinalou a FDA, ao descrever a enganosa promoção dos produtos inclusive na página de internet da empresa.   Antes que qualquer fármaco possa receber o sinal verde da FDA e possa ser lançada no mercado, seus fabricantes devem demonstrar sua segurança e eficácia. Neste caso, os suplementos dietéticos não tinham sido aprovados pela agência federal como fármacos para tratar doenças.   "Apesar das nossas advertências, a empresa não cumpriu com os requisitos legais sobre o comércio destes produtos", ressaltou a FDA, que realizou várias inspeções na empresa, após adverti-la que parasse com as práticas enganosas.   O confisco dos produtos da FulLife é a segunda realizada pela FDA nos últimos dois meses contra suplementos dietéticos vendidos como remédios para tratar doenças.

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