EUA consideram 'todas as opções' para dialogar com Irã

Governo Obama ressalta que ainda não está claro com quem poderia negociar; carta a Teerã é desmentida

Agências internacionais,

29 de janeiro de 2009 | 18h26

O presidente americano Barack Obama acredita que os Estados Unidos devem usar "todos os elementos" de seu poderio nacional no diálogo com o Irã, incluindo a diplomacia, informou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, nesta quinta-feira, 29. No entanto, a nova administração afirma que ainda "não está claro com quem exatamente no Irã" esse diálogo poderia ser feito. "Nós temos muitos assuntos para trabalhar: um programa nuclear ilícito, a apoio ao terrorismo e a ameaça à paz de Israel", continuou o porta-voz.   Veja também: Especial: a ameaça nuclear iraniana    O impasse nuclear com o Irã pode ser um dos maiores desafios de Obama, testando sua promessa de conversar diretamente com Teerã em lugar da política de isolamento diplomático proposto pelo governo de George W. Bush. Os governos ocidentais acusam Teerã de tentar adquirir armas atômicas sob a sombra de um programa para produzir energia nuclear. O Irã nega as acusações e diz que quer a potência nuclear apenas para gerar eletricidade.   Ainda nesta quinta-feira, os EUA disseram que "ninguém" no governo pediu a nenhum funcionário dentro da Casa Branca e do Departamento do Estado para elaborar minutas para uma carta ao Irã, como afirmou nesta quinta o jornal britânico The Guardian.   "Ninguém da administração encomendou a ninguém na Casa Branca ou do Departamento de Estado redigir uma minuta para uma carta aos iranianos", explicou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood. O jornal disse que funcionários do Departamento de Estado trabalham em diferentes minutas dessa carta desde a vitória de Obama nas eleições de 4 de novembro.   A carta em questão seria uma resposta à enviada com felicitações pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Obama em 6 de novembro, afirmou a publicação. "É possível que alguém neste edifício em algum momento tenha tomado a iniciativa própria de elaborar uma minuta? Isso é difícil de saber", continuou o porta-voz   "Mas posso dizer, com certeza, que ninguém - nem a secretária (de Estado, Hillary Clinton), nem o presidente - encarregou a ninguém dentro da administração redigir uma minuta para nenhum tipo de carta ao Irã", insistiu Wood. O porta-voz lembrou que o governo revisa atualmente sua política em direção ao Irã e que dentro desse processo "há muitas ideias que estão sendo discutidas."   "Mas até que tenhamos concluído essa revisão, não vamos poder delinear como vamos proceder em relação ao tratamento com o Irã", destacou Wood. O Guardian, que cita diplomatas americanos, afirmou que o envio da carta por parte de Obama seria um gesto simbólico que assinalaria um tom diferente do hostil adotado pelo governo Bush.   A carta seria dirigida ao povo iraniano e poderia ser enviada diretamente ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, ou seria mandada como carta aberta, afirmou o Guardian.

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