EUA continuará com assistência a presos políticos em Cuba

Segundo nota do Escritório de Interesses em Havana, do governo norte-americano, ajuda não tem fins políticos

Efe,

24 de maio de 2008 | 18h16

O governo dos Estados Unidos anunciou neste sábado, 24, que continuará prestando assistência humanitária aos presos políticos e a seus familiares em Cuba, segundo um comunicado emitido por seu Escritório de Interesses em Havana (Sina).   O texto indica que essa ajuda não possui "fins políticos" e faz parte da política de Washington para ajudar o povo cubano e especificamente "as famílias dos prisioneiros políticos, que são mal tratadas por seu próprio Governo".   A Sina acrescenta que as organizações particulares dos EUA também possuem permissão da Casa Branca para prestar esse tipo de ajudas.   O governo de Cuba denunciou esta semana que diplomatas norte-americanos em Havana, incluindo o chefe da Sina, Michael Parmly, serviram de correio para entregar, a dissidentes cubanos, dinheiro do anticastrista Santiago Álvarez, preso nos Estados Unidos por posse ilegal de armas e acusado em Havana de "terrorismo".   As denúncias foram baseadas em e-mails e ligações telefônicas interceptadas pela segurança cubana e divulgados esta semana por funcionários e meios de imprensa oficiais, que supostamente se referem ao envio, a opositores, de milhares de dólares.   O chanceler Felipe Pérez Roque convocou na quinta-feira passada em entrevista coletiva o presidente norte-americano, George W. Bush, e sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, a responder essas acusações.   A declaração da Sina, no entanto, afirma que se o governo de Cuba tem alguma preocupação sobre a conduta dos representantes dos Estados Unidos na ilha, "deve comunicá-lo através dos canais diplomáticos oficiais, ao invés de convocar em entrevistas coletivas".   O comunicado aponta, além disso, que as autoridades cubanas se negaram a receber Parmly.   Pérez Roque acusou o diplomata de transferir dinheiro da fundação de Resgate Jurídico, em Miami, e supostamente dirigida por Álvarez, e inclusive de antecipar fundos de seu próprio bolso aos dissidentes.

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