EUA cortam ajuda militar a Ruanda após apoio a rebeldes no Congo

O governo dos Estados Unidos informou neste sábado que cortará a ajuda militar para Ruanda este ano, citando evidências de que o governo ruandês está apoiando rebeldes na República Democrática do Congo. A medida é significativa, já que o governo dos EUA é um dos mais fortes aliados de Ruanda.

Reuters

21 de julho de 2012 | 12h20

O governo de Ruanda tem negado os relatos de peritos das Nações Unidas e de grupos de defesa dos direitos humanos, segundo os quais o país está apoiando rebeldes no leste congolês, incluindo o grupo M23, que ocupou partes da província de Kivu do Norte em combates que desde abril provocaram o deslocamento de mais de 260 mil pessoas de suas casas.

Ao anunciar a suspensão da ajuda militar, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Hilary Fuller Renner, citou evidências do apoio ruandês aos rebeldes.

"Nós não vamos repassar 200 mil dólares do financiamento militar para o ano fiscal de 2012, que tinha como destino uma academia ruandesa para oficiais não comissionados. Esses fundos serão redirecionados para programas em outro país', disse ela em um comunicado por e-mail.

No passado os EUA ficaram ao lado de Ruanda, apesar da longa história desse pequeno país de envolvimento em guerras no vizinho Congo, país bem maior.

(Reportagem de Joe Bavier)

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