EUA criticam combate às drogas na Bolívia, mas mantêm ajuda

O governo norte-americano dissenesta terça-feira que a Bolívia não se empenha o bastante nocombate ao narcotráfico, mas continuará recebendo ajuda deWashington, apesar da expulsão mútua dos embaixadores na semanapassada. Em uma avaliação anual, a Casa Branca posicionou a Bolívia-- terceiro maior produtor mundial de cocaína -- numa lista deEstados que "fracassaram notavelmente" nas suas obrigações decombate ao tráfico. Myanmar e Venezuela ficaram na mesmacategoria. Os EUA podem cortar ajuda financeira aos países queaparecem nessa lista, mas decidiram manter os programas deincentivo a instituições democráticas e pequenos projetoscomunitários na Bolívia e também na Venezuela. Em nota anexa à lista, a Casa Branca disse que o apoio aBolívia e Venezuela é "vital para os interesses nacionais dosEstados Unidos". O relatório cita "algum progresso" no combate às drogas noAfeganistão. "Entretanto, o tráfico de drogas continua sendouma séria ameaça ao futuro do Afeganistão, contribuindo com adisseminada corrupção pública, afetando o crescimento econômicolegítimo e alimentando a violência e a insurgência", diz otexto. Com relação à Bolívia, o relatório afirma que o governo deEvo Morales não agiu agressivamente contra o cultivo,manipulação e tráfico de drogas ilegais, e tampouco coibiumercados ilegais da coca. Na semana passada, Morales expulsou o embaixador dos EUA emLa Paz, a quem acusou de tramar com a oposição para a suaderrubada. Washington retaliou expulsando o embaixadorboliviano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.