EUA criticam Equador por expulsão de diplomata

O Departamento de Estado dos Estados Unidos se opôs fortemente na quinta-feira à decisão do Equador de expulsar um diplomata norte-americano por causa de uma disputa sobre a ajuda internacional, e disse que possíveis reações estão sendo consideradas. Antes de expulsar o diplomata Mark Sullivan, na quarta-feira, o Equador já havia exigido a saída de outro diplomata norte-americano no começo do mês, por causa de acusações semelhantes de interferir na inscrição de policiais num programa que recebia ajuda dos EUA. O Departamento de Estado negou as acusações e disse que a questão poderia ter sido resolvida amigavelmente. "A decisão do governo do Equador de expelir um segundo diplomata norte-americano é muito perturbadora e desperta sérias preocupações sobre o desejo do Equador de manter uma relação produtiva", disse o porta-voz Gordon Duguid a jornalistas. "Os EUA rejeitam qualquer sugestão de irregularidades por parte do pessoal da embaixada." Questionado sobre eventuais retaliações, ele declarou: "Estamos revendo nossas opções no momento". O presidente nacionalista do Equador, Rafael Correa, que faz campanha para uma eleição em abril, tem buscado se firmar como um líder capaz de resistir a influências de governos e empresas estrangeiras. Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial do Equador, destino de grande parte do petróleo e das bananas desse país sul-americano.

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