EUA criticam reação da China a acordo de armas com Taiwan

Chineses advertiram que podem impôr sanções a companhias e cortaram contatos militares com Washington

Agência Estado,

02 de fevereiro de 2010 | 09h08

A reação do governo da China ao acordo de venda de armas dos EUA para Taiwan foi "lamentável", disse o vice-subsecretário da Força Aérea, Bruce Lemkin, nesta terça-feira, 2. A declaração de Lemkin foi dada após Pequim advertir sobre as possíveis repercussões internacionais negativas ao acordo.

 

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"Eu acho lamentável a forma como a China reagiu", disse Lemkin a jornalistas, durante uma visita ao Singapore Airshow, uma importante feira do setor industrial reunindo fornecedores aeroespaciais civis e militares interessados em compradores asiáticos.

 

Questionado sobre se Washington poderia recuar, após a resposta chinesa, incluindo a ameaça de impor sanções a companhias americanas, Lemkin disse que "esta é uma decisão política baseada em um princípio e em nosso compromisso na Lei de Relações com Taiwan". A lei norte-americana regula as relações do país com a ilha.

 

O funcionário disse esperar que Pequim e Taipé continuem a reduzir as tensões entre os dois lados pelo diálogo. Lemkin falou horas após a China advertir que a cooperação em temas internacionais e regionais poderia sofrer e pedir que empresas dos EUA não se envolvam com o acordo de venda de armas.

 

"As relações China-EUA, em temas importantes internacionais e regionais, serão inevitavelmente influenciadas e toda a responsabilidade é dos EUA", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, ao tratar do acordo. "Nós pedimos às companhias importantes dos EUA que parem de agir e tomar parte na venda de armas para Taiwan", afirmou o porta-voz.

 

Os EUA aprovaram um pacote de venda de armas para Taiwan, incluindo mísseis Patriot, helicópteros Black Hawk e outros componentes militares. O valor total do negócio é de US$ 6,4 bilhões. Para a China, porém, a ilha é parte de seu território e deve no futuro ser reunificada ao país.

 

O governo chinês sempre se opôs firmemente às vendas de armas dos EUA para Taiwan. Pequim reagiu duramente ao anúncio do negócio, cortando contatos militares e de segurança com Washington e ameaçando impor sanções em companhias envolvidas com a transação. As informações são da Dow Jones.

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