EUA defendem decisão de obrigar diplomatas a ir ao Iraque

O departamento preparou uma lista de 200 "bons candidatos" para ocupar os 48 postos

EFE,

02 de novembro de 2007 | 01h15

O Departamento de Estado americano defendeu nesta quinta-feira, 1º, a decisão de obrigar os diplomatas dos Estados Unidos a prestar serviço no Iraque, reagindo aos protestos de muitos funcionários, que não querem trabalhar no país devido ao alto nível de violência. "Todos nós juramos servir no mundo todo, sem importar o lugar", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. Ele reafirmou que, na falta de voluntários em número suficiente para ocupar os postos na embaixada dos EUA em Bagdá e seus escritórios nas províncias iraquianas, alguns diplomatas serão forçados a ir. A secretária de Estado, Condoleezza Rice, enviará uma mensagem aos 11.500 diplomatas americanos no mundo todo para explicar a decisão, anunciou McCormack. O departamento preparou uma lista de 200 "bons candidatos" para ocupar os 48 postos que precisará preencher no próximo ano no Iraque, e comunicou a eles a sua decisão na sexta-feira. Na quarta-feira, numa assembléia em Washington, alguns diplomatas protestaram contra a decisão de Rice de fazer nomeações forçadas de pessoal no Iraque.  "Basicamente é uma potencial sentença de morte", disse o diplomata Jack Crody durante a assembléia. Apesar dos protestos, McCormack disse que em 10 de novembro o Departamento de Estado comunicará aos diplomatas na lista quem deverá ir ao Iraque. Os funcionários escolhidos terão 10 dias para aceitar ou rejeitar a missão. A menos que contem com uma razão médica legítima, os que se negarem poderão ser despedidos, como já ocorreu durante a Guerra do Vietnã. "Podemos chegar a um ponto em que a decisão é ir ao Iraque ou sair do Serviço Exterior", disse o porta-voz. Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse que o presidente dos EUA, George W. Bush, "entende que há preocupação" e que "servir numa zona de guerra pode ser muito difícil e angustiante para as famílias". Mesmo assim, Rice "poderia ter que tomar a medida de alocar pessoas no Iraque, embora a preferência seja por voluntários", acrescentou. Na semana passada, o Departamento de Estado admitiu que está sofrendo a falta de pessoas dispostas a ir de forma voluntária no Iraque.

Tudo o que sabemos sobre:
diplomataseuairaque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.