EUA defendem 'solução diplomática' para impasse iraniano

Conselho de Segurança vota nesta sexta a adoção de novas sanções ao país por conta de seu programa nuclear

Efe,

19 de setembro de 2007 | 07h23

As advertências do ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, sobre a possibilidade de uma "guerra" com o Irã não alteraram o objetivo dos Estados Unidos de conseguir uma "solução diplomática" para o conflito, disse na terça-feira à imprensa a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino."Achamos que há uma solução diplomática. Estamos trabalhando com os franceses e com o resto da União Européia para pressionar o Irã a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", afirmou.Os Estados Unidos intensificaram seus contatos com os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Rússia, Reino Unido e França) e mais a Alemanha. Os seis países trabalham na elaboração de uma resolução que contenha sanções caso o Irã não abandone o seu programa nuclear.O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, lembrou na terça-feira que na sexta-feira, dia 21, haverá uma reunião em Washington com representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e da Alemanha, para avançar no conteúdo da resolução. No dia 28, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, se reunirá com seus colegas dos outros cinco países.A reunião será em Nova York, aproveitando a presença dos ministros para a Assembléia Geral da ONU, explicou o porta-voz do Departamento de Estado."Diálogo pacífico"O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na terça-feira que a disputa com o Irã deve ser resolvida com um "diálogo pacífico" e pediu que o Irã atue com transparência.Ban apoiou o acordo entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que alguns países ocidentais consideram um estratagema iraniano para ganhar tempo em seu suposto plano para fabricar armas nucleares."Desejo sinceramente que este acordo contribua para uma resolução completa e final do assunto, com o cumprimento das resoluções relevantes do Conselho de Segurança", disse Ban.Ele lembrou que, por uma questão de princípio, todos os assuntos pendentes com o Irã devem se resolver através de "um diálogo pacífico".O secretário-geral respondeu às críticas de um pré-candidato presidencial republicano, Mitt Romney, que tinha solicitado que a ONU revogasse o convite ao presidente iraniano para participar da Assembléia Geral.Ban lembrou que a participação na sessão plenária está aberta a todos os membros da ONU, e que cada país decide quem será o seu representante. Quanto à possibilidade de impor novas sanções a Teerã, o secretário-geral respondeu que o assunto depende do Conselho de Segurança.No domingo, o chanceler francês, Bernard Kouchner, disse que a França precisa se preparar "para o pior, que é a guerra", para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear. Além disso, insistiu em negociar "até o fim" e pediu sanções à revelia da ONU para forçar o regime iraniano a suspender o enriquecimento de urânio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.