EUA deportam 12º suspeito de integrar rede de espionagem da Rússia

Autoridades americanas desmantelaram grupo de espiões no fim do mês passado

Efe,

13 de julho de 2010 | 23h31

WASHINGTON- Os Estados Unidos deportou nesta terça-feira, 12, um homem russo preso hoje como parte de uma investigação sobre uma rede de espiões de Moscou que operava no país, informou o departamento de Segurança Nacional.

 

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Alexev Karetnikov, de 23 anos, chegou nos Estados Unidos em outubro passado, ao contrário da maioria dos outros dez presos nos EUA, que já estavam há anos no país.

 

O governo não explicou qual era seu papel na rede de espionagem, nem apresentou acusações contra ele.

 

O FBI tinha Alexev sob suspeita pouco depois dele ter entrado no país e cancelou seu visto em 26 de junho, um dia antes de prender os outros agentes russos. O suspeito estava preso desde 28 de junho, quando foi detido por agentes de imigração.

 

Matt Chandler, porta-voz do departamento de Segurança Nacional, disse que Karetnikov admitiu estar nos Estados Unidos ilegalmente e aceitou ser deportado. Um juiz de imigração ordenou sua expulsão do país na segunda.

 

Autoridades disseram que os investigadores não conseguiram reunir evidências o bastante para incriminar o homem, e os responsáveis pelo caso concluíram que é uma situação diferente da enfrentada pelos outros 11 detidos no fim de junho, embora não tenham especificado o porquê da afirmação. Também não ficou claro se o 12º suspeito recebeu treinamento.

 

No mês passado, a promotoria americana condenou 11 pessoas por fazer parte de uma rede de espionagem russa. Dez deles fizeram parte de um acordo de troca de prisioneiros com quatro espiões detidos na Rússia, e o último fugiu para o Chipre, onde ainda é procurado pelas autoridades.

 

A troca de prisioneiros, que ocorreu em Viena, na Áustria, na sexta-feira, ajudou a resolver o caso, que ameaçou estremecer as relações entre os EUA e a Rússia. Trocas do tipo já aconteceram, mas eram mais comuns na época da Guerra Fria.

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