EUA deportam ex-guarda nazista para a Áustria

Os Estados Unidos deportaram para a Áustria um ex-guarda de campo de concentração nazista que admitiu a participação no massacre de 8 mil judeus em 1943, informou o Departamento de Justiça norte-americano na quinta-feira.

JAMES VICINI, REUTERS

19 de março de 2009 | 16h57

O departamento disse que Josias Kumpf, de 83 anos, vivia em Racine, Wisconsin, e trabalhou como guarda no campo de concentração de Sachsenhausen, comandado pelos nazistas, na Alemanha, e no campo de trabalho de Trawniki, na Polônia.

Em Trawniki ele participou de um fuzilamento no qual cerca de 8 mil judeus, entre homens, mulheres e crianças, foram mortos em 3 de novembro de 1943, afirmaram autoridades do departamento.

Kumpf disse que sua missão era observar as vítimas que ainda estavam "meio vivas" ou "se contorcendo" e evitar que escapassem, de acordo com o departamento.

"Josias Kumpf, por confissão própria, manteve guarda com ordens de atirar em qualquer prisioneiro sobrevivente que tentasse escapar do massacre da SS que deixou milhares de judeus mortos", afirmou a procuradora-geral assistente em exercício Rita Glavin.

Kumpf também serviu em locais de trabalho escravo na França ocupada pelos nazistas nos quais os prisioneiros construíram plataformas de lançamento para os foguetes alemães V-1 e V-2.

Eles disseram que Kumpf, que nasceu na Sérvia, fez parte das forças de segurança da brigada "Cabeça da Morte", da SS, em Sachsenhausen, em 1942, e serviu ali por cerca de um ano antes de ser transferido para Trawniki.

Ele imigrou da Áustria para os EUA em 1956 e tornou-se cidadão norte-americano em 1964. Em 2003, o Departamento de Justiça entrou com processo para cancelar a sua cidadania norte-americana.

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