EUA descartam novo evento cultural se Coréia do Norte não mudar

A Casa Branca minimizou osignificado do concerto da Orquestra Filarmônica de Nova Yorkem Pyongyang, nesta terça-feira, e disse que os intercâmbiosculturais futuros com a Coréia do Norte dependerão de umaretração no programa nuclear do país asiático. "O presidente acha que, em última análise, o que houve foium concerto", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. "Isso não vai necessariamente modificar o comportamento deum regime que não está sendo tão transparente sobre suasatividades nucleares quanto precisamos que seja", disse ela ajornalistas. A mais antiga orquestra sinfônica dos EUA fez a inéditaapresentação em Pyongyang na esperança de levar um pouco deharmonia às relações entre os EUA e a Coréia do Norte, inimigosacirrados dos tempos da Guerra Fria. O concerto foi transmitidoao vivo na única emissora de televisão da Coréia do Norte. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, tinhareunião marcada com líderes chineses em Pequim, ainda naterça-feira, para discutir formas de persuadir a Coréia doNorte a cumprir sua promessa, feita durante conversações comcinco grandes potências, de fazer uma declaração completa deseus programas nucleares. "Precisamos avançar rapidamente com a desnuclearização,precisamos de um relatório completo e exato da Coréia do Nortee também de um relatório sobre todas suas atividades deproliferação", disse Perino. "A partir disso, podem se tornar possíveis outrosintercâmbios culturais, como o concerto da Filarmônica de NovaYork", disse a porta-voz. "Mas a condição para nossoengajamento futuro com a Coréia do Norte é que ela cumpra asobrigações que assumiu nas conversações entre as seis partes." O concerto foi organizado a convite da Coréia do Norte, noano passado, quando estavam sendo feito avanços nas negociaçõesnucleares entre as duas Coréias, China, Japão, Rússia e osEstados Unidos.

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