EUA desenvolvem computador que poderia quebrar códigos de segurança, diz jornal

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) tenta desenvolver um computador que poderia quebrar a maior parte dos programas de encriptação, sejam eles usados para proteger as ações de espionagem de outros países ou as contas bancárias do cidadão comum, disse na quinta-feira o jornal The Washington Post.

Reuters

03 de janeiro de 2014 | 13h49

A reportagem, que segundo o jornal tem como base documentos vazados por Edward Snowden, ex-prestador de serviços da NSA, é publicada em meio às controvérsias sobre o programa da agência para coletar registros de comunicações dos cidadãos.

Na reportagem, o Washington Post diz que a NSA tenta desenvolver o chamado "computador quantum", que poderia ser usado para quebrar códigos de proteção de informações sensíveis.

O desenvolvimento de tal computador poderia levar anos, segundo a publicação. Além de ser capaz de ter acesso a dados protegidos, o computador poderia ter implicações em ramos como a medicina.

A pesquisa é parte de um programa estimado em 79,7 milhões de dólares chamado "Penetrando em Alvos Difíceis", afirmou o jornal. Outros pesquisadores, sem ligação com o governo, também buscam desenvolver os computadores quantum. Não está claro se os estudos da NSA estão ou não mais adiantados do que essas pesquisas privadas.

Edward Snowden, que vive na Rússia sob asilo temporário, vazou no ano passado documentos aos quais teve acesso quando trabalhava na NSA. Entre as denúncias decorrentes dessa divulgação está a de monitoramento de comunicações da presidente Dilma Rousseff.

Os Estados Unidos acusam Snowden de espionagem.

As suas revelações provocaram um debate sobre quanta liberdade o governo dos EUA deve ter para reunir informações no combate ao terrorismo.

Na quinta-feira, o jornal The New York Times disse em editorial que o governo deveria perdoar ou fazer um acordo judicial com Snowden, dado o valor público das revelações que ele fez sobre as atividades da NSA.

(Por Sharon Bernstein)

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