EUA devem nomear 'czar da fronteira' com o México

Novo cargo prevê a supervisão de qualquer questão relacionada com a violência, narcotráfico e imigração ilegal

Agências internacionais,

15 de abril de 2009 | 11h10

A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano, designará nesta quarta-feira, 15, um funcionário especial para supervisionar qualquer questão relacionada com a violência e o narcotráfico na região da fronteira com o México e com os centenas de milhares de imigrantes que entram ilegalmente no país. Um funcionário do governo americano afirmou que o nomeado para o cargo de "czar da fronteira" será o ex-promotor federal Alan Bersin. O anúncio deve ser feito na véspera da visita de Barack Obama ao México.

 

A Casa Branca prometeu reprimir a violência na fronteira e trabalhar com autoridades mexicanas para controlar o tráfico de drogas e de armas. Centenas de agentes federais, além de dispositivos de vigilância ultramodernos e cães treinados para farejar drogas, foram enviados para a região. Janet, que deve fazer o anúncio no Estado do Texas, viaja pela segunda vez em duas semanas para a região da fronteira para falar sobre os esforços de seu Departamento para combater os problemas da região.

 

Em seu novo cargo, o "czar da fronteira" trabalhará com funcionários internacionais, parceiros de agências americanas e com os Estados fronteiriços. Bersin chegou a ocupar um posto semelhante no Departamento de Justiça durante o governo Bill Clinton, quando foi responsável por coordenar o cumprimento das leis na fronteira EUA-México. Durante o período, ele supervisionou o problema do tráfico de drogas e de pessoas. O cargo não existe mais, pois diversas agências foram reestruturadas nos últimos anos.

 

Entre 1993 e 1998, Bersin foi o promotor federal que encabeçou as medidas do governo focadas na imigração ilegal na fronteira da Califórnia com o México. Tanto Bersin como Janet foram promotores federais durante o governo Clinton. Ele ainda foi secretário de Educação do governador Arnold Schwarzenegger.

 

Obama no México

 

A primeira viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à América Latina é uma oportunidade para "revitalizar" as relações com toda a região, afirmou a Casa Branca nesta semana. Obama deve chegar na quinta-feira à Cidade do México, em sinal de apoio ao presidente mexicano, Felipe Calderón.

De sexta-feira a domingo, Obama estará em Trinidad e Tobago para a Cúpula das Américas, que reúne 34 nações. A Casa Branca afirmou que os temas prioritários são a busca de apoio para reformas econômicas de base, que ajudem em particular os "pobres entre os pobres", a colaboração com outros países para ampliar a energia renovável e reduzir o aquecimento global e a melhoria na segurança pública.

Cuba está excluída da cúpula, como nação não democrática. Mas a relação desse país com os EUA e sua presença na região será discutida. Obama levantou restrições para cubano-americanos que desejem viajar à ilha e enviar dinheiro a seus parentes que ali vivem. Assessores de Obama não quiseram mencionar por enquanto detalhes sobre as reuniões pessoais do presidente em Trinidad e Tobago. Os funcionários disseram que Obama levará propostas concretas ao encontro, porém não as adiantaram.

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