EUA dizem à Rússia que podem rever escudo antimísseis

Em troca, Washington pede cooperação de Moscou para deter programa nuclear iraniano, afirma oficial

AP e Reuters,

13 de fevereiro de 2009 | 19h00

O Estados Unidos irão rever o "desenvolvimento" de seu programa de defesa antimísseis na Europa se a Rússia ajudar na tarefa de parar o Irã na construção de uma bomba nuclear, afirmou um alto funcionário do governo americano à agência Reuters nesta sexta-feira, 13.   Veja também: EUA estão dispostos a dialogar com o Irã, afirma vice de Obama Obama quer discutir com Rússia redução de arsenais nucleares   No mesmo sentido, William Burns, subsecretário de Estado americano, disse em Moscou que Washington está "aberta para a possibilidade de cooperação". "Estamos falando com a Rússia sobre o sistema antimísseis por um período de 10 anos, e acreditamos que nossa mensagem está sendo bem recebida pelo governo russo", acrescentou.   O escudo americano havia complicado as relações do país com a Rússia e com o Irã, que é acusado pelos EUA de desenvolver um programa de mísseis de longo alcance - daí a necessidade da proteção americana.   A administração do ex-presidente George W. Bush defendeu vigorosamente sua aplicação, enquanto o novo chefe de Estado Barack Obama tem demonstrado - em ações como o comentário de Burns nesta sexta-feira - mais flexibilidade. Obama, porém, ainda não revelou como irá proceder.   O governo Bush defendia a instalação do sistema antimísseis na Polônia e na Republica Checa, ao custo de US$ 4,5 bilhões, prevendo colocar o escudo em ação a partir de 2013. A construção, entretanto, ainda não começou em nenhum dos países. Um oficial da administração Obama disse que os comentários de Burns não eram novos, mas certamente "mais expansivos" do que os que foram ditos no passado.

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