EUA dizem para China moderar uso da força em protestos no Tibet

Os Estados Unidos pediram nasexta-feira que a China seja comedida ao conter os protestos noTibet e repetiu o pedido de diálogo feito pelo líder espiritualDalai Lama, informou o Departamento de Estado. O embaixador dos EUA na China, Clark Randt, aproveitou oencontro com importantes autoridades chinesas em Pequim paramanifestar a preocupação do governo norte-americano com aviolência em Lhasa, capital do Tibet, disse o porta-voz SeanMcCormack. "Ele aproveitou a oportunidade, devido ao que estáacontecendo em Lhasa, para exigir moderação por parte dasautoridades chinesas e das forças de segurança chinesas no usoda força ao lidar com os manifestantes", disse McCormack arepórteres. Os protestos pacíficos feitos por monges budistas tibetanosnos últimos dias abriram caminho para as maiores manifestaçõesque a remota região do Himalaia já viu em duas décadas, com atropa de choque patrulhando as ruas a meses das Olimpíadas dePequim. "Pequim precisa respeitar a cultura tibetana e a composiçãomultiétnica de sua sociedade. Nós pedimos constantemente aogoverno chinês que estabeleça um diálogo com o Dalai Lama",disse McCormack. A embaixada dos EUA em Pequim divulgou uma mensagem pedindoaos norte-americanos que adiem suas viagens ao Tibet -- para osque jã estão em Lhasa, ela recomendou procurar abrigos segurosem hotéis e outros lugares. "Todo o cuidado deve ser tomado para evitar movimentoexcessivo na cidade, até que a situação esteja sob controle",disse McCormack. Quando perguntado se a questão dos direitos humanos mudou avisão que Washington tinha quanto à China sediar os JogosOlímpicos, McCormack disse que esperava que Pequim "mostrassesua melhor cara" antes, durante e depois dos Jogos. "Nossa visão não mudou... Nós enxergamos as Olimpíadas comoum evento desportivo", ele acrescentou. (Reportagem de Sue Pleming)

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