EUA dizem que Ahmadinejad não controla política internacional

David Axelrod falou que críticas do presidente reeleito no Irã não passavam de 'besteiras' diplomáticas

AP

28 de junho de 2009 | 14h08

A Casa Branca disse neste sábado que o presidente do Irã não estava no controle da política internacional de seu país e que suas críticas a Washington não passavam de 'besteiras'.

 

Veja também:

video TV Estadão: Editor do 'Estado' Eduardo Barella fala sobre a crise

som Podcast: Enviado do "Estado" no Irã comenta dificuldades da imprensa

som Podcast: Pedro Dória explica como manifestantes driblam censura no Irã

lista Veja como acompanhar a crise política iraniana na web

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: Conflito eleitoral divide o Irã

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

lista Tudo o que foi publicado sobre a crise eleitoral no Irã 

 

O mais importante assessor de Barack Obama, David Axelrod, disse que os EUA continuam abertos a reunir-se, junto a aliados europeus, com o Irã em Paris, num esforço de conter as ambições nucleares por parte de Teerã.

 

"Não queremos recompensar o Irã. Queremos... Falar com os iranianos e oferecer a eles dois caminhos. Um deles os traz de volta à comunidade internacional, e o outro traz algumas consequências severas", disse Axelrod.

 

"Também estamos preocupados com o fato de que as armas nucleares do Irã e a 'nuclearização' de toda aquela região é uma ameaça àquele país, a todos os países da região e ao mundo. E precisamos anunciar isso. Não podemos deixar que isso continue oculto," insistiu.

 

O Irã acusou o ocidente de alimentar a desordem, e acusou a Grã-Bretanha e os EUA de serem 'intrometidos'. Na última semana, o Irã expulsou dois diplomatas britânicos, e a Grã-Bretanha respondeu com reciprocidade diplomática. O Irã também disse que está considerando diminuir os laços diplomáticos com a Grã-Bretanha; os EUA já não mantém relações diplomáticas com o país.

Axelrod afirmou que Teerã enfrenta uma escolha entre unir-se ao ocidente ou enfrentar mais isolamento no meio de uma eleição presidencial que fez com que manifestantes fossem às ruas e dos questionamentos da validade desse plebiscito.

 

"Vamos ser francos, nós não nos intrometemos nas eleições no Irã", disse Axelrod. "A disputa no Irã é entre a liderança no país e seu próprio povo, e evidente o sr. Ahmadinejad pensa que, ao apontar o dedo para os EUA, ele vai criar divergências políticas. Então não vou alimentar suas besteiras de motivação política."

 

Ele disse que as acusações de Ahmadinejad foram feitas para 'consumo doméstico' e para sufocar as manifestações depois de sua reeleição, que a oposição disse que foi fraudulenta.

Tudo o que sabemos sobre:
IrãeleiçõesEUABarack ObamaAxelrod

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.