EUA dizem que eleição paquistanesa é passo rumo à democracia

Os Estados Unidos disseram naterça-feira que a eleição realizada no Paquistão significa umpasso rumo ao restabelecimento pleno da democracia no país econclamaram todos os partidos paquistaneses a aceitarem oresultado do pleito e a trabalharem juntos. "Certamente, gostaríamos que o resultado da eleição fosserespeitado por todos os partidos. E certamente esperamos que oprocesso avance rumo à formação de um governo, que todoscontinuem tranquilos e que todos ajam de forma pacífica", disseTom Casey, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. No pleito de segunda-feira, os eleitores paquistanesesrejeitaram a antiga coalizão partidária do presidente do país,Pervez Musharraf, levantando dúvidas sobre se o aliado dos EUA,no poder desde 1999, conseguirá permanecer à frente doPaquistão. O Partido do Povo Paquistanês (PPP), ao qual pertencia aex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, elegeu a maiorbancada da futura Assembléia Nacional, que possui um total de342 cadeiras. O PPP, no entanto, não conseguiu votossuficientes para formar uma base majoritária e precisará selarcoalizões. "Certamente, ficou claro que o Paquistão deu um passo rumoà retomada plena da democracia. Isso é algo que desejávamos queocorresse", afirmou Casey. Observando que Musharraf continua a ser o presidente, oporta-voz disse: "Certamente, esperamos que independentementede quem se torne primeiro-ministro e de quem fique a cargo dogoverno, esperamos que essa pessoa seja capaz de trabalhar comele e de trabalhar com todas as outras facções" na solução dosproblemas do país. Entre as questões a serem enfrentadas estão avançar nareforma política e econômica e enfrentar o terrorismo e oextremismo, afirmou Casey. Mas o porta-voz negou que os EUA estivessem tentando dizeraos paquistaneses o que fazer. "Os arranjos políticos em torno do novo governo são coisasque os paquistaneses terão de resolver. Como trabalharão, ounão trabalharão, com o presidente Musharraf é algo que cabe aeles decidirem", disse Casey. Horas antes, no Paquistão, o viúvo de Bhutto, Asif AliZardari, disse que o partido da ex-primeira-ministra tentariaformar uma coalizão governista sem a participação do partidopró-Musharraf Liga Muçulmana Paquistanesa (PML). Segundo Casey, a embaixadora norte-americana no Paquistão,Anne Patterson, "teve a chance de conversar com Zardari". Oporta-voz afirmou desconhecer qualquer outro contado dos EUAcom os principais nomes da política paquistanesa. (Reportagem de Sue Pleming e Susan Cornwell)

REUTERS

19 de fevereiro de 2008 | 14h26

Tudo o que sabemos sobre:
EUAPAQUISTAODEMOCRACIA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.