EUA dizem que retirada militar não aumentará violência no Iraque

A retirada dos soldados norte-americanos do Iraque, prevista para o final do próximo ano, não deve resultar em uma explosão da violência do país, disse uma importante autoridade de defesa norte-americana ao Congresso nesta quinta-feira.

REUTERS

18 de novembro de 2010 | 17h41

"Apesar da quase sempre narrativa exagerada da imprensa, que descreve o Iraque à beira de um desfecho, a base da situação de segurança continua forte", disse Colin Kahl, vice-assistente do secretário de Defesa para o Oriente Médio, durante sessão da comissão de assuntos estrangeiros da Câmara dos EUA.

A violência teve uma forte queda no Iraque desde o pico da guerra sectária, entre 2006 e 2007, mas assassinatos e ataques à bomba continuam a ocorrer diariamente.

Kahl reconheceu os recentes grandes ataques realizados por insurgentes ligados à Al Qaeda, mas disse: "Estes ataques repetidamente não atingiram o objetivo (da Al Qaeda no Iraque): dar início ao retorno da insurgência e guerra civil comum".

A impopular guerra no Iraque já custou aos EUA cerca de 1 trilhão de dólares e matou mais de 4.400 soldados norte-americanos.

As operações de combate dos EUA foram encerradas oficialmente em agosto e os cerca de 50.000 soldados do país no Iraque devem ser retirados até o final de 2011 sob os termos de um pacto de segurança bilateral.

"Nossa presença militar é atualmente tão menor comparada ao que já foi que a diminuição restante não deve dar início a um aumento dramático na violência", disse Kahl.

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse várias vezes estar aberto a conversas para manter forças adicionais no Iraque se o novo governo do país fizer tal pedido.

(Reportagem de Phil Stewart)

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