EUA dizem que reunião com Irã foi 'breve e cordial'

O enviado dos EUA ao Afeganistão, Richard Holbrooke, teve uma reunião cordial e não planejada com o vice-ministro do Exterior iraniano, Mohammed Mehdi Akhoundzadeh, em Haia na terça-feira, disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

REUTERS

31 de março de 2009 | 13h52

Em coletiva de imprensa concedida no encerramento de uma conferência internacional sobre o Afeganistão, Hillary disse: "Durante a conferência, hoje, nosso representante especial para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, teve um encontro breve e cordial com o chefe da delegação iraniana."

"O encontro não focou qualquer coisa substancial. Foi cordial, não tinha sido planejado, e eles concordaram em manter contato."

Embora o novo governo dos EUA tenha dito que quer aproximar-se do Irã, Hillary descartou a possibilidade de gestos importantes com o Irã na reunião em Haia e havia dito anteriormente não ter planos para um encontro separado com o vice-ministro do Exterior iraniano.

Em referência ao discurso de Akhoundzadeh, Hillary disse: "A intervenção do representante iraniano apresentou algumas idéias muito claras que vamos discutir juntos."

Hillary disse que durante a conferência uma carta do governo dos EUA foi entregue ao Irã, pedindo ajuda humanitária para três norte-americanos no Irã que, segundo ela, não estão conseguindo retornar aos EUA.

A secretária identificou os três como sendo Robert Levinson, um ex-agente do FBI que desapareceu há dois anos durante uma viagem de negócios ao Irã, e a jornalista freelancer iraniano-americana Roxana Saberi. A terceira pessoa, Esha Momeni, é um estudante iraniano-americano detido no Irã no ano passado.

O Departamento de Estado divulgou um trecho da carta: "Pedimos ao Irã que utilize todos seus meios para localizar e assegurar o retorno rápido e seguro de Robert Levinson, para conceder a libertação de Roxana Saberi e para autorizar as viagens de Roxana Saberi e Esha Momeni."

"Esses atos certamente constituiriam um gesto humanitário da República Islâmica do Irã, que seria condizente com o espírito de renovação e generosidade que marca o ano novo persa", disse Hillary.

O senador norte-americano Bill Nelson escreveu a Hillary na semana passada, exortando que tratasse do caso de Levinson com os iranianos enquanto estivesse em Haia.

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