EUA dizem que Rússia enviou tanques e lançadores de foguetes à Ucrânia

A Rússia enviou tanques, armas pesadas e lançadores de foguetes à Ucrânia nos últimos dias em apoio aos separatistas no leste do país, afirmou o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta sexta-feira.

REUTERS

13 de junho de 2014 | 20h33

A confirmação dos EUA dos relatos de que tanques russos cruzaram a fronteira com a Ucrânia deve aprofundar a tensão com a Rússia.

“Averiguamos que os separatistas no leste da Ucrânia adquiriram armamento pesado e equipamento militar da Rússia, incluindo tanques e múltiplos lançadores de foguetes”, disse a porta-voz do departamento, Marie Harf, em um comunicado.

Mais cedo, Harf havia dito que um comboio de três tanques T-64, vários lançadores de foguetes MB-21 "ou Grad" e outros veículos militares haviam cruzado da Rússia para a Ucrânia nos últimos três dias.

“Isto é inaceitável”, disse Harf em uma entrevista coletiva à imprensa. “Se a Rússia não conseguir apaziguar a situação, isso trará custos adicionais”.

Os Estados Unidos e aliados europeus ameaçaram sanções mais amplas contra os russos a menos que Moscou pare de ajudar os rebeldes no leste ucraniano.

Em um comunicado, Harf afirmou que o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov, relatou na quinta-feira que três tanques cruzaram para a Ucrânia vindos da Rússia.

Um vídeo na Internet mostrou os tanques, que foram avistados em um local de mobilização no sudoeste russo, passando por várias cidades no leste da Ucrânia, disse ela.

"A Rússia irá afirmar que estes tanques são das forças ucranianas, mas nenhuma unidade ucraniana de tanques tem operado naquela área”, declarou Harf. “Estamos certos de que vieram da Rússia”.

Ela disse que vários lançadores de foguetes, que estavam no mesmo local de mobilização, foram vistos atravessando a cidade ucraniana de Luhansk.

O novo presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, falou com seu colega russo, Vladimir Putin, na quinta-feira sobre o assunto, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, abordou as preocupações com o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou Harf.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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