EUA duvidam de capacidade nuclear e novas usinas de enriquecimento do Irã

Segundo Casa Branca, retórica iraniana nem sempre está de acordo com realidade do país

estadão.com.br

19 de abril de 2010 | 16h31

WASHINGTON - A Casa Branca disse nesta segunda-feira, 19, duvidar das afirmações das autoridades iranianas segundo as quais o presidente Mahmoud Ahmadinejad teria aprovado a construção de uma nova usina de enriquecimento de urânio e disse que as declarações do Irã nem sempre refletem sua capacidade, segundo a agência AFP.

 

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"Como ocorre frequentemente, a retórica do Irã e seu programa nuclear nem sempre coincidem com a realidade do que eles são capazes de fazer", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

 

Nesta segunda, um conselheiro de Ahmadinejad anunciou a aprovação de vários locais para a instalação de novos complexos de enriquecimento de urânio. "O presidente aprovou os lugares escolhidos para as novas instalações nucleares", disse Mojtaba Samareh Hashemi, segundo a agência Ilna.

 

Negociação

 

Apesar do tratamento direcionado às declarações das autoridades iranianas, também nesta segunda-feira os EUA se disseram interessados em restabelecer negociações com os iranianos sobre um plano da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pelo qual haveria uma troca de urânio enriquecido a níveis seguros para ser usado no reator de pesquisas de Teerã.

 

"Seguimos interessados nessa oferta. Mas o plano precisa ser atualizado, já que nos últimos sete meses o Irã manteve suas centrífugas operando e pode-se supor que tenha aumentado sua quantidade de combustível nuclear", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, p. J. Crowley.

 

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que Teerã quer discutir um acordo sobre combustível nuclear com os membros do Conselho de Segurança, em uma nova tentativa de renovar as negociações com a comunidade internacional.

 

Mottaki disse que o Irã quer negociações diretas com todos os membros do Conselho exceto um, com o qual manterá negociações indiretas. Ele se referia justamente aos EUA, já que Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas.

 

(Com informações da Associated Press e da Reuters)

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