EUA e Afeganistão sinalizam abertura com Taleban moderado

Estratégia pode isolar radicais, como aconteceu no Iraque, diz Obama; Karzai concorda com a medida

Agências internacionais

08 de março de 2009 | 07h57

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse no sábado,7, que e considera estender a mão a elementos moderados do Taleban, assim como aconteceu com as milícias sunitas no Iraque. Veja também 30 anos de violência e caos no Afeganistão   Em entrevista publicada na edição digital do jornal "The New York Times", Obama afirmou que os EUA foram bem-sucedidos na hora de separar os insurgentes iraquianos dos elementos mais radicais da Al-Qaeda na região. "Pode haver oportunidades comparáveis no Afeganistão e no Paquistão", disse Obama, que alertou para que as soluções no país são complicadas.   Hoje, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, recebeu bem a indicação do presidente americano. Em declaração feita neste domingo durante a comemoração do Dia Internacional da Mulher em Cabul , Karzai afirmou que seu governo sempre defendeu o diálogo com membros do Taleban que não estavam relacionados com extremistas.   "Ontem, o presidente Obama aceitou e aprovou o caminho da paz e conversas com os militantes do Taleban que ele chamou de moderados. Isso é boa notícia, é uma aprovação de nossa posição e nós elogiamos a iniciativa", disse Karzai.   Segundo o presidente, a aproximação seria parte importante de um eventual acordo político. Em setembro de 2008, o irmão de Karzai se encontrou com ex-membros do Taleban na Arábia Saudita, como parte do processo para as negociações de paz.   Guerra   Logo no início de seu mandato como presidente dos Estados Unidos, Obama aprovou o envio de 17 mil soldados ao Afeganistão. Segundo ele, a decisão foi motivada por "necessidades urgentes de segurança" no país. Correspondentes da BBC na região afirmam que a noção de reconciliação com fundamentalistas islâmicos está ganhando força e sendo vista como uma forma de controlar o aumento da violência no país.   Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório no qual afirma que o número de civis mortos em conflitos no Afeganistão subiu 40% em 2008.Obama e seus assessores estão revisando a estratégia dos Estados Unidos no Afeganistão e estão levando em consideração práticas que funcionaram no Iraque.

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