EUA e Canadá enviam jatos para interceptar aeronaves russas

Caças dos Estados Unidos e Canadá interceptaram aviões russos que estavam voando perto do espaço aéreo norte-americano e canadense nesta semana, disse um porta-voz militar nesta sexta-feira.

REUTERS

19 de setembro de 2014 | 21h43

Os Estados Unidos e a Rússia estão cada vez mais em desacordo sobre a Ucrânia, onde separatistas apoiados pelos russos vêm lutando pelo controle de partes da ex-república soviética.

Na quarta-feira, seis aeronaves da Rússia entraram na zona de identificação da defesa aérea dos Estados Unidos (Adiz, na sigla em inglês), uma área além do espaço aéreo soberano dos Estados Unidos, de acordo com um comunicado do Norad, o comando aeroespacial dos EUA e do Canadá, e do Comando Norte dos EUA (Northcom).

Em resposta, "dois aviões caça F-22 baseados no Alasca, agindo sob o comando do Norad, identificaram e interceptaram dois tanques russos IL-78 de reabastecimento, dois aviões russos de combate Mig-31 e dois bombardeiros Russian Bear de longo alcance no Adiz, oeste do Alasca", disse o comunicado.

Na quinta-feira, caças canadenses interceptaram dois bombardeiros Russian Bear de longo alcance no Adiz canadense.

Os bombardeiros russos não entraram no espaço aéreo soberano dos Estados Unidos ou do Canadá.

John Cornelio, porta-voz do Norad e Northcom, disse que essas interceptações aconteceram mais de 50 vezes nos últimos cinco anos, enquanto aeronaves russas conduzem exercícios.

"Nós não vemos esses voos como uma ameaça", disse ele.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, garantiu mais de 50 milhões de dólares em assistência dos Estados Unidos durante visita a Washington esta semana, mas não conseguiu armamento dos EUA para seus soldados poderem usar no combate aos separatistas. Poroshenko também visitou o Canadá esta semana e recebeu ajuda na forma de 182 milhões de dólares em um empréstimo de cinco anos.

(Reportagem de Missy Ryan)

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